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quinta-feira, 20 de abril de 2023

Cartoons do Ano 2022

 

Cartoons do Ano 2022

António, Carrilho, Cristina, Fazenda, Gargalo, Maia, Monteiro, Rodrigo, Salgado, Saraiva, Silva

Curadoria e coordenação editorial de António Antunes
Textos de Bárbara Reis, Fernando Paulo Ferreira e José António Lima

ISBN 978-989-568-092-4 | EAN 9789895680924

Edição: Março de 2023
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 17 × 24 cm (encadernado)
Número de páginas: 128 (a cores)

Com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

Edição bilingue: português | inglês


Os cartoons são opiniões em forma de desenho, críticas rápidas que se podem ver em segundos, mas que têm o poder de mudar o mundo. São atravessados por ironia, pelo mordaz e pelo ridículo, fazem-nos rir ou sentir um desconforto profundo, são leves ou pesados, cúmplices ou incómodos. Tudo se passa a alta velocidade. Em média, os leitores leem um jornal inteiro em dez minutos. Faça as contas.



Os autores destes cem cartoons são comentaristas, como se dizia no início do século XX, retratistas ou cartoonistas, observadores que têm uma malícia fina e um misto de amargura, ironia e optimismo. São cartoonistas que tomam posição, escolhem um lado, expõem um paradoxo, uma hipocrisia, uma fragilidade, uma prepotência. Com rebeldia, liberdade e uma combinação de fora de escala e porta aberta para o irracional e para a nossa infância, fazem a síntese dos nossos dias. É essa a sua força.
Mas a força destes desenhos também está na cumplicidade direta que temos com eles. Sabemos quem é Putin, conhecemos o seu nariz; sabemos quem é Kim Jong-un, conhecemos o seu corpo redondo de pernas curtas; sabemos quem é Khamenei, conhecemos a sua barba. O mesmo para Costa, Rebelo de Sousa, Jerónimo de Sousa. Não são precisas apresentações, introduções, contextualizações. Estes desenhos não nascem sozinhos. Precisam de jornais e de leitores de jornais. Olhar para eles faz parte da experiência de ler um jornal e querer saber o que se passa no mundo.
Este livro é um passeio incómodo. Rimos, de nós e dos outros, mas sobretudo dos outros. E sentimos um mal-estar profundo, por nós e pelos outros. O ano foi assim e este livro só podia ser assim.
[Bárbara Reis]

sexta-feira, 12 de abril de 2013

António


António Antunes nasceu em Vila Franca de Xira no dia 12 de Abril de 1953, 
faz hoje 60 anos.


Parabéns, António!


António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta República, em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no semanário Expresso onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1.º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence — Best Newspaper Design, SND — Estocolmo, Suécia (1995), Premio Internazional Sátira Politica (ex-æquo, Forti dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005) e o Prix Presse International (St. Just-Le-Martel, França, 2010). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Publicou, entre outros, os livros, António — 20 anos de Desenhos (1994), Desenhos Satíricos (2000) e Traços Contínuos (2005); integrando também as colectâneas, Cartoons do Ano, desde 1999, e as internacionais, 1970’s The Best Political Cartoon of Decade (1981), The Finest International Political Cartoons of Our Time, volumes I, II e III (1992, 1993 e 1994) e Cartoonometter (1994). Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil, Grécia e Turquia. António dedica-se também ao design gráfico, à escultura e à medalhística. É director do salão de humor gráfico, World Press Cartoon. Na DOCUMENTA, para além de integrar Cartoons do Ano 2011 (2012) e de seleccionar e editar Boligán — Espelho de tinta, de Angel Boligán Corbo (2012), publicou recentemente Caricaturas do Metro Aeroporto (2013).

quarta-feira, 30 de maio de 2012

«Cartoons do Ano 2011», António, André Carrilho, Augusto Cid, Cristina Sampaio, António Jorge Gonçalves, Maia, Henrique Monteiro, António Viana


Cartoons do Ano 2011
António, André Carrilho, Augusto Cid, Cristina Sampaio, António Jorge Gonçalves, Maia, Henrique Monteiro, António Viana

Introdução de Henrique Monteiro

ISBN: 978-989-8566-00-3
Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros

Edição: Janeiro 2012 | Distribuição: Março 2012
Formato: 24×28cm (encadernado) / Número de páginas: 120 (4 cores)

Talvez a caricatura e o cartoon político sejam a forma mais eficaz da crítica jornalística. Não é por acaso que a história de boa parte da fase final da monarquia (entre 1880 e 1902) pode ser acompanhada através do Álbum das Glórias, desenhado por esse antepassado de todos os cartoonistas portugueses que foi o grande Rafael Bordalo Pinheiro. A crítica mordaz de Bordalo mantém-se e avoluma-se agora, como sempre acontece em tempos de crise. Na vertente do humor corrosivo que é a crítica política, tantas vezes injusta mas sempre necessária, conseguem-se janelas de liberdade importantes através do desenho e do traço artístico.
Basta percorrer os desenhos relativos ao Governo de Sócrates e à sua sucessão, bem como os que dizem respeito a Belém, para me convencer (a mim próprio, pelo menos, se mais ninguém me acompanhar no raciocínio) de que algumas caras que lá encontramos têm mais hipótese de chegar à posteridade à boleia de um artista do que em função dos atos praticados em prol da Pátria. Mas adiante...
Já outros desenhos captam momentos muito precisos. Por exemplo, aquele Obama com uma tabela de basquete tão alta e tão longe do seu objetivo, é o retrato de uma desilusão, como os diversos Khadaffi são símbolos de uma esperança.
O futuro dir-nos-á se essa desilusão e esperança se conformaram, ou pelo contrário, serão os cartoons a tornar-se incongruentes.
Mas é a crise, a maldita crise, espelhada também no Governo atual, de Passos Coelho, bem como nos episódios já de si caricaturais como são todos os que envolvem Alberto João Jardim que, quanto a mim, espelham de forma mais luminosa a realidade. Porque, paradoxalmente, é no esconjuro da desgraça que se encontra muito do melhor humor, visível no tango em que Merkel sufoca Sarkozy, como no país que não é para novos, na tabuleta fúnebre da televisão pública ou nos esqueletos no armário dos partidos do poder.

Henrique Monteiro

Este livro foi publicado por ocasião da mostra Cartoon Xira’2011, de 18 de fevereiro a 25 de março de 2012. Com a organização da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Celeiro da Patriarcal, Vila Franca de Xira.