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sexta-feira, 25 de agosto de 2017
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Lembrar e ler Mário Cesariny
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| Cesariny no atelier. Foto de Eduardo Tomé |
Mário Cesariny nasceu em Lisboa no dia 9 de Agosto de 1923, faz hoje 94 anos.
CESARINY NA DOCUMENTA
Edição de António Cândido Franco
Edição de Perfecto E. Cuadrado, António Gonçalves e Cristina Guerra
Edição de Luís Amorim de Sousa
Com a Fundação Cupertino de Miranda
sábado, 5 de agosto de 2017
sexta-feira, 28 de julho de 2017
Prémio AICA/Fundação Carmona e Costa 2015/2016 para Pedro Lapa
Prémio de Crítica e Ensaística de Arte e Arquitetura AICA/fundação carmona e costa
(2º ex-aequo), relativo ao biénio 2015/2916.
O júri foi constituído por Ana Vaz Milheiro, Margarida Brito Alves e Miguel Wandschneider, A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar na sede da Fundação Carmona e Costa, em data a anunciar.
quarta-feira, 26 de julho de 2017
«Por Dentro das Imagens» na "Avanca I Cinema"
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SÉRGIO DIAS BRANCO
apresenta o seu livro
Por Dentro das Imagens: Obras de Cinema, Ideias do Cinema
na próxima sexta-feira, dia 28 de Julho de 2017, às 18 horas, na
Conferência Internacional de Cinema - Arte, Tecnologia, Comunicação.
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O Rato da América I Jacques Lanzmann
O Rato da América
Jacques Lanzmann
Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes
ISBN: 978-989-8833-21-1
Edição: Julho de 2017
Preço: 15,09 euros | PVP: 16 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm [brochado, com badanas]
Número de páginas: 240
Viagem ao fim de uma noite.
Se quiseres encontrar-te, começa por te perder, escreveu um dia Jacques Lanzmann. O Rato da América, relato autobiográfico retocado pelas exigências formais e literárias da ficção, é desta fatalidade maior exemplo. Lanzmann […] falanos dos dias em que se perdeu noutro continente, desiludido numa esperança, vergado pelo destino do rato da América – entenda-se a expressão como ajustada ao emigrante ou ao autóctone sul-americano com dias rastejados por baixos expedientes e duras tarefas impostas à sua condição humana.
[…]
O Rato da América pôs a segunda pedra no percurso de um escritor que chegaria ao fim da vida com o respeitável número de quarenta e seis romances e narrativas publicados.
[…]
Os comunistas, jovens e velhos, fizeram do livro um triunfo. Era previsível; através de um herói deserdado eu ocupava-me da luta de classes. Não era, de facto, O Germinal, mas grande parte da sua história desenrolava-se numa mina. Orgulhoso com este apreço das massas trabalhadoras, deixei-me ir na onda de uns e outros, ao ponto de aderir ao Partido alguns dias depois de me casar [com uma fervorosa militante]. Sentiria eu necessidade de estar enquadrado? Talvez estivesse farto de me arrastar pelos cafés.
[…] palavras suas para uma canção de Dutronc tinham avisado: «De tanto bater, o meu coração parou.» O coração de Lanzmann parou de bater em Junho de 2006. Ele tinha acabado de publicar o romance Uma Vida de Família, a vida que a idade acabara por lhe apontar como inevitável e ele vivia calmamente ali, em Montparnasse, rodeado por memórias de uma imparável agitação vital. [Aníbal Fernandes]
Jacques Lanzmann, escritor, produtor, argumentista, jornalista, letrista de canções, nasceu no dia 4 de Maio de 1927, em Bois-Colombes. Era filho de emigrantes judeus do Leste, decoradores e antiquários, e irmão de Claude Lanzmann, o realizador do filme Shoa. Lutou na Resistência, foi preso pelos nazis e chegou a estar numa lista para ser fuzilado, mas conseguiu fugir. «Ladrão de acasos», foi pintor, de quadros e de paredes, camionista, contrabandista, mineiro. Foi membro do Partido Comunista Francês até à sua exclusão em 1957. Morreu no dia 21 de Junho de 2006, em Paris, a cidade que homenageou em «Il est cinq heures, Paris s’éveille».
As Amantes de Dom João V I Alberto Pimentel
As Amantes de Dom João V
Alberto Pimentel
Apresentação de Aníbal Fernandes
ISBN: 978-989-8833-20-4
Edição: Julho de 2017
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 224
Como rei, possuía essa altivez de porte, essa majestade sobranceira que o igualava a Luís XIV e que devia enlouquecer de orgulho a mulher que o visse rendido a seus pés,
As Amantes de Dom João V – um dos festejados títulos na obra literária de Alberto Pimentel – é de 1892. A este rei, que o «sol» francês de Luís XIV iluminou, chamaram O Magnânimo. […]
A nobreza encontrava nas barrigas de freira requintes de doçura mas também o percalço de incómodos bastardos. O país encheu-se de infantes escondidos ou mesmo ignorados. D. António, D. Gaspar e D. José eram os que Sua Majestade tinha gerado em madres de convento, uma delas francesa, os seus filhos que a linguagem popular designou por «meninos de Palhavã». Habitavam o palácio do marquês do Louriçal, defendido nessa época pela discrição de um arredor da cidade, mas hoje central e conhecido como sede da embaixada de Espanha. […]
Alberto Pimentel passeia de capítulo a capítulo pelas mais notáveis amantes deste D. João V com uma lubricidade que chegou a precisar, para jogos prolongados, da bem recebida ajuda dos afrodisíacos.
Teve um dos mais longos reinados da monarquia portuguesa, ou seja, muito tempo para se mostrar ágil, desembaraçado e robusto, as qualidades que Pimentel destaca quando lhe descreve o físico; mas amigas, também, do que lhe foi mais precioso nesta lida consumada em leitos de baldaquino: compreender sem hesitações as mulheres e, a conferir-lhe à corte invulgar eficácia, fazer-se compreender sem delongas. [Aníbal Fernandes]
D. João V foi um rei à altura do seu tempo e, como noblesse oblige, não consentiu que ninguém lhe deitasse a barra adiante em liberdade de costumes.
Hoje, que o cesarismo acabou, um rei como D. João V seria o coveiro da sua própria coroa; mas, naquele tempo, um rei que não fosse D. João V ficaria inferior ao último dos fidalgos, não mereceria que os poetas do tempo o emparelhassem com Luís XIV, como quando o autor do Pinto renascido lhe chama o – Sol El-Rei D. João. [Alberto Pimentel]
Alberto Pimentel nasceu no Porto a 14 de Abril de 1849. Com uma obra extensa e variada, escreveu poesia, romance, teatro, biografia, obras políticas, entre outros géneros. Camilo Castelo Branco – que conheceu pessoalmente, lhe prefaciou dois dos seus livros e é matéria de algumas das suas obras – é o seu ídolo e o seu Mestre. Morreu em Queluz no dia 19 de Julho de 1925.
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