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terça-feira, 18 de maio de 2021
Apresentação do livro «Clepsydra 1920-2020 – Estudos e revisões»
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terça-feira, 28 de janeiro de 2020
José de Almada Negreiros: Uma maneira de ser moderno
José de Almada Negreiros: Uma maneira de ser moderno
Ana Vasconcelos, Carlos Bártolo, Fernando Cabral Martins, Gustavo Rubim, Luís Trindade, Mariana Pinto dos Santos, Marta Soares, Sara Afonso Ferreira, Tiago Baptista,
Luis Manuel Gaspar (cronologia).
Edição de Mariana Pinto dos Santos
ISBN 978-989-9006-10-2 | EAN 9789899006102
1.ª edição: Fevereiro de 2017
Preço: 42,45 euros | PVP: 45 euros
Formato: 24 x 29 cm [brochado]
Número de páginas: 424
[Em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian]
2.ª edição, emendada
«Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna,
é ser o legítimo descobridor da novidade.»
[José de Almada Negreiros]
Livro publicado por ocasião da exposição «José de Almada Negreiros: Uma maneira de ser moderno», de José de Almada Negreiros, com curadoria de Mariana Pinto dos Santos, realizada na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, de 3 de Fevereiro a 5 de Junho de 2017.
Na conferência O Desenho (1927), que Almada Negreiros profere em Madrid a propósito da sua exposição individual promovida por La Gaceta Literaria, […], dirá: «Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade.» Podendo o moderno ser visto como a adesão a um figurino, a uma moda, Almada afirma-o antes um modo de ser, que implica não só a recepção do tempo presente, mas a acção sobre ele, não a adesão ao moderno, mas fazer acontecê-lo. Este modernismo entendido enquanto acção constituinte da modernidade está estritamente ligado à ideia de vanguarda.
[Mariana Pinto dos Santos]
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Mário Cesariny e O Virgem Negra ou A morte do autor e o nascimento do actor I Fernando Cabral Martins
Mário Cesariny e O Virgem Negra
ou A morte do autor e o nascimento do actor
ISBN: 978-989-8834-45-4
Edição: Novembro de 2016
Preço: 13,21 euros | PVP: 14 euros
Formato: 14,5x20,5 cm [brochado]
Número de páginas: 152
[ Em colaboração com a Fundação Cupertino de Miranda ]
Este livro foi publicado por ocasião dos «X Encontros Mário Cesariny» realizados na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, de 24 a 26 de Novembro de 2016.
Cesariny, uma arte da montagem. Pessoa, uma arte do desdobramento. Um e outro têm um sistema que os organiza e fundamenta, o Surrealismo para um, a heteronímia para o outro. Mas o Surrealismo de Cesariny é pouco ortodoxo e muito ligado ao contexto próprio português. E a heteronímia presta-se demasiado a leituras delirantes, e, na verdade, acaba sendo semi-abandonada por Pessoa nos seus últimos anos. Um e outro estão entre os poucos realmente grandes poetas do século XX, e é intrigante que o mais novo deles tenha dirigido ao primeiro uma diatribe tão violenta como O Virgem Negra. A hipótese aqui desenvolvida, em duas séries de comentários, é que não é Pessoa que é atacado (nem as suas obras maiores), mas o mito que dele se criou, e, sobretudo, certos persistentes lugares-comuns da sua leitura.
Fernando Cabral Martins é professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, onde ensina Estudos Pessoanos. Preparou diversas edições de Fernando Pessoa, e ainda de Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Alexandre O'Neill e Luiza Neto Jorge. Coordenou em 2008 um Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português, com noventa colaboradores. Publicou antologias comentadas e livros de ensaio sobre literatura e pintura. Publicou também livros de ficção, entre eles Os Fantasmas de Lisboa, em 2012. Com Irene Freire Nunes, traduziu Boris Vian (1997) e os trovadores provençais (2014). Organiza, com Richard Zenith, uma colecção de antologias de Fernando Pessoa, «Pessoa Breve».
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
O poeta (...) é também um actor, um prestidigitador
Fotografias de Joana Rosa de Sousa
Lançamento de Mário Cesariny e O Virgem Negra ou A morte do autor e o nascimento do actor, de Fernando Cabral Martins (Documenta), e de Cadernos 15: Mário Cesariny - Entre nós e as palavras (Centro de Estudos do Surrealismo), no dia 26 de Novembro de 2016, no âmbito dos X Encontros Mário Cesariny, organizados pela Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão.
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Mário Cesariny e "O Virgem Negra" I Convite
Capa: Mário Cesariny, Homenagem a Fernando Pessoa Ocultista.
Página de um caderno de esboços para escultura, s/d. Col. Fundação Cupertino de Miranda.
Mário Cesariny e O Virgem Negra
Página de um caderno de esboços para escultura, s/d. Col. Fundação Cupertino de Miranda.
Mário Cesariny e O Virgem Negra
ou A morte do autor e o nascimento do actor
Fernando Cabral Martins
O poeta é o autor do poema
e é também um actor, um prestidigitador.
Mário Cesariny
Cesariny, uma arte da montagem. Pessoa, uma arte do desdobramento. Um e outro têm um sistema que os organiza e fundamenta, o Surrealismo para um, a heteronímia para o outro. Mas o Surrealismo de Cesariny é pouco ortodoxo e muito ligado ao contexto próprio português. E a heteronímia presta-se demasiado a leituras delirantes, e, na verdade, acaba sendo semi-abandonada por Pessoa nos seus últimos anos. Um e outro estão entre os poucos realmente grandes poetas do século XX, e é intrigante que o mais novo deles tenha dirigido ao primeiro uma diatribe tão violenta como O Virgem Negra. A hipótese aqui desenvolvida, em duas séries de comentários, é que não é Pessoa que é atacado (nem as suas obras maiores), mas o mito que dele se criou, e, sobretudo, certos persistentes lugares-comuns da sua leitura. Fernando Cabral Martins
LANÇAMENTO
Sábado | 26 Novembro | 16h00
Pequeno Auditório da Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão
apresentação por
Perfecto E. Cuadrado
no âmbito da iniciativa
Mário Cesariny - Encontros X
24, 25 e 26 de Novembro de 2016
organização
Fundação Cupertino de Miranda
comissários
Perfecto E. Cuadrado e António Gonçalves
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Os Trovadores Provençais | Selecção e tradução de Irene Freire Nunes e Fernando Cabral Martins
Os Trovadores Provençais
AA.VV
Selecção e tradução: Irene Freire Nunes, Fernando Cabral Martins
ISBN: 978-989-8566-72-0
Edição: Outubro de 2014
Preço: 20,75 euros | PVP: 22 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm
Número de páginas: 304
[ Em colaboração com o IELT ]
É com a poesia trovadoresca provençal que começa a poesia europeia moderna, e, de modo particular, é a partir da sua influência que se desenvolve a poesia em português, ou galaico-português. Trata-se da primeira poesia escrita em língua novi-latina, que nasce do falar comum das nações no momento em que se constroem as grandes catedrais góticas. Por outro lado, é com esta poesia que se modela a ideia do amor como sentimento, e é no seu ambiente cultural que se vão articular os próprios conceitos de indivíduo e de subjectividade. Assim, a poesia trovadoresca provençal está no centro de um vasto e decisivo momento de transição para o nosso tempo. [Da Introdução]
Este livro reúne poesia dos trovadores provençais Guilhem de Poitiers, Jauffré Rudel, Marcabru, Cercamon, Peire d’Alvernha, Bernard de Ventadour, Rigaut de Berbezilh, Raimbaut d’Aurenga, Azalaïs de Porcairages, Guillem de Berguedà, Giraut de Bornelh, Arnaut Daniel, Arnaut de Maruelh, Bertrand de Born, Gaucelm Faidit, Condessa de Dia, Raimbaut de Vaqueiras, Peire Vidal, Raimon de Miraval, Gavaudan, Guillem de Cabestany, Guilhelm Figueira, Castelloza, Guiraut d’Espanha, Guilhem de Montanhagol, Sordel, Peire Cardenal, Cerveri de Girona (Guilhem de Cervera), Guiraut Riquier, e autores anónimos.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
«Só Acredito num Deus que Saiba Dançar – O cinema e o imaginário da arte» | João Botelho
Só Acredito num Deus que Saiba Dançar –
O cinema e o imaginário da arte
João Botelho
Textos de António Rodrigues, Bernardo Pinto de Almeida, Fernando Cabral Martins, Nuno Faria
ISBN: 978-989-8566-76-8
Edição: Outubro de 2014
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado)
Número de páginas: 160 a preto e branco e a cores
[ Co-edição: A Oficina, CIPRL ]
Catálogo publicado por ocasião da exposição João Botelho – Só Acredito num Deus que Saiba Dançar [26 de Julho 2014 – 12 de Outubro 2014, na Plataforma das Artes e da Criatividade / CIAJG, Guimarães], produzida pelo Centro Internacional das Artes José de Guimarães.
Este livro é o terceiro e último vértice de um triângulo composto pela exposição Só Acredito num Deus que Saiba Dançar, de João Botelho [Lamego, 1949], e o ciclo de cinema que a acompanhou. Além de documentar a exposição, publica textos de autores que em diferentes fases do percurso de João Botelho lhe foram próximos, quer enquanto observadores, quer enquanto cúmplices, e que, num contexto editorial tão carenciado de publicações exclusivamente dedicadas a universos de autores-chave da nossa contemporaneidade, constituem um privilegiado e eloquente contributo crítico para o estudo de uma obra complexa, densa e frequentemente desnorteante, para quem nela procura continuidade e coerência.
A exposição que o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) apresentou não é uma exposição clássica sobre a obra de um cineasta, mas antes a construção de um atlas de referências e de afinidades que procura dar a ver as múltiplas e profundas relações que com o imaginário da arte, desde a pré-história à contemporaneidade, detendo-se sobre a pintura, dos séculos XVI e XVII sobretudo, mas também a arte mais recente, o cinema de Botelho ensaia. Aqui, o desafio é o da mudança de contexto, de escala e de suporte, mas, sobretudo, o de outra temporalidade e de uma experiência perceptiva proposta ao espectador radicalmente distinta da do espaço abstracto da sala de cinema.
A frase que dá título à exposição de João Botelho é uma máxima do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, inscrita num dos mais famosos e influentes livros do autor, Assim falou Zaratustra, um livro para todos e para ninguém, escrito entre 1883 e 1885. A dança está frequentemente presente nos filmes e é omnipresente na vida de João Botelho, um dos mais singulares realizadores contemporâneos. […]
Qual dançarino, entre o voo e a queda, em deriva, o autor de Conversa Acabada revisita obras suas e convoca obras de outros artistas, do passado ou seus contemporâneos (como é o caso da singular abordagem ao trabalho de João Queiroz, Francisco Tropa, Jorge Queiroz e Pedro Tropa, o filme Quatro, aqui mostrado em formato instalação e em diálogo com peças destes artistas), com um genuíno desejo das coisas, estabelecendo relações, mais ou menos evidentes, simultaneamente obscuras e luminosas.
[Nuno Faria]
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