Mostrar mensagens com a etiqueta José Bogalheiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Bogalheiro. Mostrar todas as mensagens

sábado, 17 de junho de 2023

Do Álbum Que Me Coube em Sorte — O Cinema como Metamorfose da Experiência Interior

 

Do Álbum Que Me Coube em Sorte — O Cinema como Metamorfose da Experiência Interior 
José Bogalheiro


ISBN 978-989-568-067-2 | EAN 9789895680672

Edição: Abril de 2023
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 112 (a cores)

Com o apoio do CIAC e da Escola Superior de Teatro e Cinema

Na origem de semelhante empreendimento encontra-se, naturalmente, essa modalidade da experiência a que, na sua singular forma de ocupação criativa do tempo, o espectador se entrega ao ver um filme, confiante na satisfação que a animação da «hora e meia de solidão especulativa» traz consigo e que as subsequentes investigações mais ou menos subterrâneas prometem acrescentar.

 



Os textos que agora se reúnem em livro foram originalmente publicados, com periodicidade mensal, a partir de Novembro de 2021, no site de cinefilia À Pala de Walsh, sob a forma de crónicas cujo sopro inicial partiu de versos de António Franco Alexandre — «E falta-me esta imagem para ter / inteiro o álbum que me coube em sorte» —, nos quais surgiu o motivo para o título da série. […]

A presente edição, adoptando o título Do Álbum Que Me Coube em Sorte da segunda série de crónicas e mantendo a remissão para o cinema como metamorfose da experiência interior, que o subtítulo do livro conserva, retoma, com as correcções trazidas pela revisão, os textos que se projectaram como uma variação da afirmação de Guido Ceronetti segundo a qual «a mulher é imagem», que Maria Filomena Molder me assinalara, sendo que, considerado o resultado da metamorfose propiciada por essa experiência de espectador de cinema, o que acabou por ser trazido à superfície — a bem dizer, a esse ecrã em que as imagens se sustêm de forma cristalizada, irredutivelmente fragmentária — são presenças reais, que se impõem ao amor de um fetichista, que os versos de António Franco Alexandre me induziram a tomar por imagens do álbum que me coube em sorte.

[José Bogalheiro]

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

«António Reis: The Life of Forms and a Form of Life», por Alexandra João Martins

 

Alexandra João Martins escreve sobre o livro Descasco as Imagens e Entrego-as na Boca — Lições António Reis. Edição de José Bogalheiro e Manuel Guerra — Textos de José Bogalheiro, Maria Filomena Molder, Nuno Júdice, Manuel Guerra, Fátima Ribeiro, Maria Patrão. 

Martins, Alexandra João. 2020. “António Reis: The Life of Forms and a Form of Life”. Journal of Science and Technology of the Arts 12 (3), 130-36. https://doi.org/10.34632/jsta.2020.9561.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

João Lopes recomenda…



Crítico João Lopes recomenda
Descasco as Imagens e Entrego-as na Boca — Lições António Reis. 
Nas suas palavras [clicar na imagem e ver e ouvir a partir dos 2 minutos e 47 segundos],
«um pequeno grande acontecimento relacionado com o cinema português».

[ mais informação sobre este livro ]

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Descasco as Imagens e Entrego-as na Boca — Lições António Reis I José Bogalheiro e Manuel Guerra (ed.)


Descasco as Imagens e Entrego-as na Boca
– Lições António Reis
José Bogalheiro, Maria Filomena Molder, Nuno Júdice, Manuel Guerra, Fátima Ribeiro, Maria Patrão

Edição de José Bogalheiro e Manuel Guerra 

ISBN 978-989-9006-05-8 | EAN 9789899006058

Edição: Maio de 2020
Preço: 15,09 euros | PVP: 16 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 208 (com imagens a p/b)




… Eu já sou uma Continuação dos Outros
— como Outros serão uma Continuação de mim…
[António Reis]



Durante grande parte da sua vida, o cineasta e poeta António Reis (1927-1991) foi professor na «Escola de Cinema». Em Outubro de 2018, o Departamento de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema organizou a homenagem «Lições António Reis». Esta edição, revista e aumentada relativamente aos textos apresentados nessa ocasião, é composta de três partes distintas, mas interligadas: «Lições António Reis», «Homenagem», «Continuação». Certos de que na procura do ouro não há motivo para largar a picareta, fomos buscar a versos seus – «Descasco as imagens / e entrego-as na boca» – o título deste livro.



Descasco as imagens
e entrego-as na boca

como quem sabe
o corpo
mais importante
que a roupa

[António Reis, Poemas Quotidianos]




Nota introdutória

Causas que seguem os efeitos ou ameixas doiradas com orvalho
— Sobre Jaime de António Reis

NUNO JÚDICE
Uma poesia próxima da vida

Da atenção ardente

Uma torrente chamada vida

António Reis, nosso mestre

Meia-luz

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

«Empatia e Alteridade — a figuração cinematográfica como jogo», de José Bogalheiro


Na capa: Fotograma do filme de E. Rohmer, Die Marquise von O... (1976)


Empatia e Alteridade – a figuração cinematográfica como jogo 
José Bogalheiro 

ISBN: 978-989-8566-40-9 

Preço: 24,53 | PVP: 26 

Formato: 16 x 22 cm  | Número de páginas: 528 

Nas livrarias na última semana de Fevereiro

A incompreensão que, de uma forma ou de outra, acompanhou a exibição pública dos filmes analisados — A Pantera, Europa 1951, Lilith e o Seu Destino, A Marquesa de O, Fala com Ela — irmana-os na colecção de filmes inaceitáveis. A estranheza que os junta, ora pelo que os mesmos tratam, ora pelo modo como as personagens se comportam, ora pelo ponto de vista adoptado pelo realizador, não deixa de ser uma inquietante estranheza. De forma particular, a alteridade que os protagonistas transportam como um corpo estranho no seu seio submete-os a uma dura provação. Que é também uma prova para o espectador participante ao dar-se por tarefa tornar amáveis essas personagens estranhas — única forma de poder compreendê-las — através do método empático.


«“Viver criativamente é sinal de um estado saudável”, que se desenvolve através da manutenção do “contacto com o mundo subjectivo” e do “estabelecimento de relações com a realidade externa”, mas que na origem se apresenta como um paradoxo. No dizer de Donald Winnicott, exprime a distância entre “conceber subjectivamente” e “perceber objectivamente”, dando início a um jogo cuja regra fundamental assenta no facto de que “o bebé cria um objecto, mas o objecto não poderia ser criado se não tivesse já estado lá”. O meu ponto de partida é que os filmes são como os “objectos subjectivos” que nos permitem a loucura de lidar com o mundo que perdemos (porventura, algo equivalente ao “choque imenso que representa a perda da omnipotência” para a criança), pois, através do jogo empático a que chamo figuração cinematográfica, aquilo que os filmes nos trazem, talvez, seja “Uma imprecisa / Coisa feliz”, para o dizer com dois versos de um poema de Fernando Pessoa, a que voltarei.» 

 Da «Apresentação» 



José Bogalheiro nasceu na Covilhã em 1950. Formado em Psicologia pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), fez o curso de Cinema da Escola de Cinema do Conservatório Nacional, actual Escola Superior de Teatro e Cinema, onde é professor desde 1981 e presentemente exerce cargos de vice-presidente e director do Departamento de Cinema. Na actividade profissional no cinema exerceu várias funções com destaque para as de produtor na Trópico Filmes. 

Este livro apresenta a sua tese de Doutoramento em Psicologia, na área de especialização de Psicanálise, realizada no ISPA – Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida e concluída em 2011.