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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
«Biblioteca rock'n'roll»
Biografia do Ié-Ié (no prelo), Roll Over - Adeus anos 70 e Caravana Doors,
três edições da Documenta, na revista Blitz (Abril de 2013 - nº 82).
segunda-feira, 25 de março de 2013
Adeus anos 70
«Em Dezembro de 1979, a sociedade Alunos de Apolo promoveu uma noite de rock intitulada "Adeus anos 70". Uns meses antes, em Nova Iorque, os Ramones gravavam um dos seus discos mais marcantes, o álbum End of the Century. Nesse disco, os Ramones não só assinalavam o fim dos anos 1970 como percepcionavam nesse momento o final do século XX. E o tom era de uma profunda nostalgia. Nostalgia pelos primórdios do rock'n'roll, pelos gloriosos tempos da rádio, pelo tempo de todos os futuros radiosos; [...]
Qualquer comparação entre Lisboa e Nova Iorque talvez possa ser abusiva. Mas, no contexto do final dos nos 1970, é possível estabelecer um ponto comum: uma certa sensação de ressaca, ou até mesmo de pós-ressaca, aquele momento em que ao choque e à náusea se seguem a desesperança e o vazio. Num caso, a implosão de um futuro prometido por trinta anos de pujança económica; no outro, a desilusão pós-revolucionária. Em muito boa medida, embora em condições bastante modificadas, conseguimos reconhecer também hoje, em tempos de crise, uma tensão entre a revelação apocalíptica e o desejo de regresso às tábuas de salvação do passado.
É porventura à luz desta curiosa coincidência que terá mais interesse olhar para este livro de José Paulo Ferro, um álbum composto por um conjunto de fotografias - comentado por dois textos de abertura, de Margarida Medeiros e de João de Menezes-Ferreira - tiradas pelo autor no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, quase sempre na zona de Lisboa, que mostram jovens em encontros, concertos, performances de teatro, festas em casas particulares, etc. [...] O que vemos são corpos anónimos - por mais que algumas daquelas pessoas sejam reconhecíveis: Pedro Ayres de Magalhães, Zé Pedro, Al Berto, por exemplo -, nada sabemos sobre o que resultará dos cenários que compõem, ou sequer se resultará alguma coisa.
[...]
Mais do que um cliché do género "retrato de uma geração", embora em certo sentido também o seja, este livro deixa muito em aberto, e esse é provavelmente o seu aspecto mais estimulante. [...] A nostalgia pelo fio de uma meada que há muito se perdeu? Ou o desejo do flirt com um campo de possibilidades de onde verdadeiramente nunca saímos?»
Fernando Ramalho, Le Monde Diplomatique (edição portuguesa), Março de 2013.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
«Roll Over - Adeus anos 70», de José Paulo Ferro
Roll Over – Adeus anos 70
José Paulo Ferro
Textos de Margarida Medeiros e de João de Menezes-Ferreira
ISBN: 978-989-8618-27-6
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 24×17 cm (brochado)
Número de páginas: 104
[ Em colaboração com a Fundação EDP ]
Roll Over fica como um retrato de uma época que ainda está (em certa medida estava) por fazer e que sem dúvida gerará outros que o completem; numa época em que a imagem digital faz desaparecer a importância da fotografia e do snapshot pela imensidão de imagens que se podem gerar em cada segundo, este é um arquivo valioso para a memória destes anos e que complementa qualquer história do “rock português”. Mas é-o sobretudo pelo estilo de aproximação, pela forma como sublinha a cena em detrimento do personagem individual que nela se destaca, o acto, em detrimento da pose, a dinâmica literal em detrimento do esteticismo. Margarida Medeiros
Isto é certamente fotografia tribal. Havia então outras tribos, com outras marcas identitárias. Nós – o José Paulo, eu também – fazíamos parte desta tribo. Mas nunca pensámos na publicação destas fotografias «escondidas» (conhecidas de poucos e quase todas inéditas) para alimentar o mercado da nostalgia e do narcisismo. Por mim, tento vê-las na sua dupla essência: valiosos documentos sociológicos e espécimes da nobre arte da fotorreportagem. João de Menezes-Ferreira
José Paulo Ferro nasceu em Alcobaça em 1955. Vive e trabalha em Lisboa. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa tendo feito o bacharelato em Design e a licenciatura em Artes Plásticas/ Pintura. Foi aluno e monitor do Instituto Português de Fotografia e actualmente é professor na Escola Secundária de Pedro Nunes. Expõe colectivamente desde 1975 e individualmente desde 1980.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Adeus Anos 70 e Poesia da Idade do Rock no Canal 180
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| Canal180 (Zon HD, Vodafone TV e Optimus Clix |internet e mobile) |
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
«ESTRO IN WATTS - POESIA DA IDADE DO ROCK» e «ROLL OVER - ADEUS ANOS 70» são apresentados no próximo dia 18, terça-feira, no Museu da Electricidade, em Lisboa.
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ESTRO IN WATTS
poesia da idade do rock
(1955-1980)
edição bilingue
Antologia, tradução, introdução e notas João de Menezes-Ferreira
edição bilingue
Antologia, tradução, introdução e notas João de Menezes-Ferreira
Num percurso de 563 poesias musicadas de 170 autores, desde «Blue suede shoes» de Carl Perkins (1955) até «O superman» de Laurie Anderson (1980), esta é a crónica lírica da vida de várias gerações adolescentes num momento histórico muito preciso: o da conquista da sua autodeterminação, em marcha errante, multímoda, eléctrica, ou como sintetizou Caetano Veloso em 1966 (Alegria, alegria) «sem lenço, sem documento, eu vou». E sem recuo.
«A grande poesia da nossa época é o rock. As palavras são tão importantes como o ritmo. Nunca se assistiu a um tal renascimento poético desde Homero. É o regresso dos bardos de antes da escrita, da época oral. É o reencontro planetário. Canta-se rock na China, na URSS, em todos os países do mundo. O rock é a língua universal. A língua do gesto e do grito. A língua da comunicação e da participação. É uma revolução fantástica.»
MARSHALL McLUHAN - Depoimento recolhido em entrevista no Le Monde, pelo jornalista P. Dommergues (data indeterminada no final dos anos 60 início dos 70) citado em Les Poètes du rock, de Jean-Michel Varenne, Éditions Seguers, Paris, 1975.
JOÃO DE MENEZES-FERREIRA - No curto período em que fez crítica de música foi autor do programa radiofónico na RDP FM Estéreo «A Idade do Rock» (1977-1980), para o qual reuniu materiais que fazem grande parte desta antologia. Tem formação jurídica (Lisboa) e post-graduação em Altos Estudos Europeus (Bruges). Entre outras actividades, foi advogado, deputado, diplomata, empresário, fundador e dirigente de uma cooperativa de animação cultural e de ONGs e professor universitário.
MARSHALL McLUHAN - Depoimento recolhido em entrevista no Le Monde, pelo jornalista P. Dommergues (data indeterminada no final dos anos 60 início dos 70) citado em Les Poètes du rock, de Jean-Michel Varenne, Éditions Seguers, Paris, 1975.
JOÃO DE MENEZES-FERREIRA - No curto período em que fez crítica de música foi autor do programa radiofónico na RDP FM Estéreo «A Idade do Rock» (1977-1980), para o qual reuniu materiais que fazem grande parte desta antologia. Tem formação jurídica (Lisboa) e post-graduação em Altos Estudos Europeus (Bruges). Entre outras actividades, foi advogado, deputado, diplomata, empresário, fundador e dirigente de uma cooperativa de animação cultural e de ONGs e professor universitário.
ROLL OVER
adeus anos 70
Fotografias de José Paulo Ferro
Fotografias de José Paulo Ferro
Textos de Margarida Medeiros e João de Menezes-Ferreira
Roll Over fica como um retrato de uma época que ainda está (em certa medida estava) por fazer e que sem dúvida gerará outros que o completem; numa época em que a imagem digital faz desaparecer a importância da fotografia e do snapshot pela imensidão de imagens que se podem gerar em cada segundo, este é um arquivo valioso para a memória destes anos e que complementa qualquer história do “rock português”. Mas é-o sobretudo pelo estilo de aproximação, pela forma como sublinha a cena em detrimento do personagem individual que nela se destaca, o acto, em detrimento da pose, a dinâmica literal em detrimento do esteticismo. MARGARIDA MEDEIROS
Isto é certamente fotografia tribal. Havia então outras tribos, com outras marcas identitárias. Nós – o José Paulo, eu também – fazíamos parte desta tribo.Mas nunca pensámos na publicação destas fotografias «escondidas» (conhecidas de poucos e quase todas inéditas) para alimentar o mercado da nostalgia e do narcisismo. Por mim, tento vê-las na sua dupla essência: valiosos documentos sociológicos e espécimes da nobre arte da fotorreportagem. JOÃO DE MENEZES-FERREIRA
Isto é certamente fotografia tribal. Havia então outras tribos, com outras marcas identitárias. Nós – o José Paulo, eu também – fazíamos parte desta tribo.Mas nunca pensámos na publicação destas fotografias «escondidas» (conhecidas de poucos e quase todas inéditas) para alimentar o mercado da nostalgia e do narcisismo. Por mim, tento vê-las na sua dupla essência: valiosos documentos sociológicos e espécimes da nobre arte da fotorreportagem. JOÃO DE MENEZES-FERREIRA
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