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quarta-feira, 26 de agosto de 2020
terça-feira, 21 de julho de 2020
Nikias Skapinakis — Paisagens (2018-2020) I Bernardo Pinto de Almeida
Nikias Skapinakis — Paisagens (2018-2020)
Bernardo Pinto de Almeida
ISBN 978-989-9006-40-9 | EAN 9789899006409
Edição: Junho de 2020
Preço: 15,09 euros | PVP: 16 euros
Formato: 17 x 22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 128 (a cores)
Com a Galeria Fernando Santos
Edição bilingue: português-inglês
Paisagens desabitadas, crepusculares que se esvaziaram de toda a presença humana para acolherem apenas, no seu locus desabitado, o olhar e espanto de quem as olha.
Agora, com esta nova série, Preto e Branco — que julgo, sem qualquer reserva, ser a mais radical e extrema a que o artista chegou, na incansável busca de levar sempre mais longe e adiante os pressupostos da obra, esclarecendo através de cada uma o sentido profundo de quanto a precedeu — aquele que, porventura, foi um dos mais fulgurantes e ricos coloristas da arte portuguesa do passado século, surpreende-nos de novo, e muito, ao trazer-nos, inesperadamente, uma pintura cujas cores repousam, já, todas secretamente ocultas, fechadas dentro do seu espesso e inexorável negro. Um negro que, diremos ainda, se adensa como se para anunciar a obscuridade destes novos tempos que enfrentamos, e no qual se dissolve, como se numa noite escura, tudo quanto julgávamos saber.
Um negro (que aqui se mostra, enfim, na evidência de ser a síntese extrema de todas as demais cores) que se expande vorazmente pela tela, que a risca, invade, mancha, a povoa tal qual as cores mais vivas o fariam, mas sem que por isso jamais se deixe cair na tentação de servir como desenho, ou como ser gráfico, portador, como tal, de uma qualquer forma de escrita ou de sinal, nem de um qualquer desejo de se prender no plano do esboço, sequer no que seria da ordem de uma síntese poderosa manifestada num esquisso. […] A arte de Nikias, sempre distanciada e grave, irónica por vezes na sua distância, nada tem de melancólico. E tal como esses animais que, com leveza, por sucessivas mutações vão deixando para trás a pele que os identificava, e assim se transfiguram, também esta pintura uma vez mais se transfigura diante dos nossos olhos, e se faz outra do que foi, sem por isso deixar de se ligar com toda a sua memória.
[Bernardo Pinto de Almeida]
Desenvolvidas entre 2018 e o presente, as Paisagens a Preto e Branco pertencem à série Paisagens Ocultas, das quais conservam os sete planos que estruturam a composição e a sinuosidade da linha; substituem, porém, o cromatismo (que identifica a maioria dos períodos do meu trabalho) por um monocromatismo que utiliza o preto (ivory black), aplicado sobre a tela em sucessivas camadas de diferentes densidades.
O branco mais luminoso é, assim, o próprio branco da tela, onde as nuances substituem as cores lisas que caracterizam as Paisagens Ocultas.
[Nikias Skapinakis]
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Antologia de Guaches 1950-2018 I Nikias Skapinakis
Antologia de Guaches 1950-2018
Nikias Skapinakis
Texto de João Pinharanda
ISBN 978-989-8902-19-1 | EAN 9789898902191
Edição: Maio de 2018
Preço: 33,02 euros | PVP: 35 euros
Formato: 24,5 x 32,6 cm (encadernado)
Número de páginas: 256 (a cores)
Edição bilingue: português-inglês
[com a Fundação Carmona e Costa]
Nikias revela, no seu percurso e sucessivos balanços, um desejo de estar no seu tempo e para além do seu tempo, de ser um clássico (o que perdura do passado para o futuro) e um contemporâneo (o que coincide com o seu tempo).
Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Nikias Skapinakis – Antologia de Guaches 1950--2018», realizada na Fundação Carmona e Costa, em Lisboa, entre 24 de Maio e 14 de Julho de 2018.
A presente exposição mostra cerca de centena e meia de trabalhos de Nikias Skapinakis, exclusivamente «obras sobre papel». A vocação programática da galeria da Fundação Carmona e Costa assim o pede; a vocação sistematizadora e auto-reflexiva do artista face à sua obra encontra estímulo e reage positivamente a esta delimitação material e técnica; e o estudioso, bem como o espectador, pode, de tudo isso, tirar bons proveitos interpretativos.
[…]
Skapinakis afirma que «para o pintor, as imagens estão fechadas» no momento em que termina cada uma delas. Em exposição, porém, essas imagens abrem-se para o espectador (e para o pintor também). É o que se deseja aconteça aqui de novo. Ao olhar retrospectivamente para este conjunto reunido de trabalhos, Skapinakis passará certamente a olhá-los prospectivamente.
[João Pinharanda]
Nikias Skapinakis, de ascendência grega, nasceu em 1932, em Lisboa, cidade onde vive e trabalha. Frequentou o curso de arquitectura, que abandonou para se dedicar à pintura, actividade que manteve regularmente até ao presente.
Começou por expor em 1948, nas Exposições Gerais de Artes Plásticas e, desde então, realizou diversas exposições individuais e participou em diversas colectivas, em Portugal e no estrangeiro.
Além da pintura a óleo, como actividade dominante, dedicou-se à litografia, serigrafia e ilustração de livros.
Em 2017, apresentou na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva a série desenvolvida a partir de 2014, «Paisagens Ocultas – Apologia da Pintura Pura.»
Tem publicado textos de intervenção crítica em diversos jornais e revistas.
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