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segunda-feira, 7 de junho de 2021

Europa à Vista?!

Europa à Vista?! 
Michael Kountouris 


Introdução de Alberto Mesquita, 
Apresentação de Rui Tavares, 
Coordenação editorial de António Antunes 
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ISBN 978-989-9006-86-7 | EAN 9789899006867 

Edição: Junho de 2021 
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 17 × 21 cm (encadernado) 
Número de páginas: 120 (a cores) 

Com o apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira 

Edição bilingue: português-inglês

Rui Tavares: «A Europa não é europeia quando se esquece que foi mulher e refugiada. 
A Europa não é europeia quando se esquece da sua história.»

 

Através do traço de Michael Kountouris, já muitas vezes premiado ao longo da sua carreira com mais de trinta anos, esta é uma exposição que marca a atualidade e é um convite aberto à reflexão sobre a União Europeia dos nossos dias. Uma reflexão que não esquece os valores que estão na base da sua criação, mas que expõe também, em muitos dos trabalhos apresentados, os grandes desafios que hoje em dia se apresentam à Europa. 
[Alberto Mesquita] 

No mito grego de Europa, a primeira coisa a saber é que Europa não é europeia. Europa é o nome de uma princesa fenícia que foi vista por Zeus numa praia que seria no atual Líbano e, portanto, na Ásia. O deus dos deuses enamorou-se dela e decidiu seduzi-la, raptá-la ou violá-la (é impossível distinguir o sentido nas fontes gregas antigas) transformando-se em touro e levando-a pelo mar até à ilha de Creta.
Só aí Europa pisa o continente que tem o seu nome, e se torna europeia. Se formos às origens, portanto, Europa não é o nome de uma fortaleza que recusa a entrada de refugiados. Pelo contrário, Europa é o nome de uma mulher, ela própria refugiada e talvez vítima de violência sexual. 
[…] 
A Europa de Kountouris pode ser uma princesa sim, mas uma princesa egoísta e distante e não aquela que se banhava simples na praia quando Zeus a raptou. A Europa de Kountouris pode ser o vizinho que fecha os olhos à ascensão dos nazismos mas que se incomoda com o menino, o refugiado morto cujo crime foi ter vindo das praias orientais para as ocidentais — como a própria Europa foi forçada a fazer. 
[Rui Tavares] 

Michael Kountouris nasceu em 1960, em Rodes, na Grécia. Desde 1985, tem trabalhado como cartoonista editorial em jornais e revistas gregos. Trabalha atualmente no jornal Efimerida ton Syntakton. Colabora também com o Courrier International e a Caglecartoons. Tem participado em muitas exposições individuais e coletivas na Grécia e no estrangeiro. Desde 2011, tem trabalhado em projetos inovadores para a utilização de cartoons no sector da Educação.

Rosstoons

Rosstoons 
Ross Thomson 


Introdução de Alberto Mesquita
Coordenação editorial de António Antunes 

ISBN 978-989-9006-87-4 | EAN 9789899006874 

Edição: Junho de 2021 
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 17 × 21 cm (encadernado) 
Número de páginas: 120 (a cores) 

Com o apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira 

Edição bilingue: português-inglês


Defensor do gag visual que não exige palavras e traduções, 
os seus cartoons atraem um público global.



Desde 2008 que a Cartoon Xira conta com a presença de um convidado internacional, a qual acrescenta ainda mais valor a esta grande Exposição dedicada ao desenho humorístico. Nesta edição de 2021 damos calorosas boas-vindas ao cartoonista Ross Thomson, um artista do Reino Unido cuja presença em Vila Franca de Xira vem provar que a criatividade e a cultura não conhecem fronteiras. 
[Alberto Mesquita] 

Ross Thomson, cartoonista e ilustrador, é conhecido profissionalmente por Ross. As suas obras já apareceram em publicações como Reader’s Digest, Playboy, Private Eye e London Times, livros infantis, campanhas publicitárias, anúncios de TV e numa tira chamada «Hoff of Heybridge Heath» no Saturday Times. Nascido em Hawick, Escócia, em 1938, frequentou o Edinburgh College of Art, onde se formou em Artes Gráficas. […] Um convite de Skopje, na então Jugoslávia, no início dos anos 70, abriu as portas para o universo dos festivais, prémios, viagens internacionais e encontros com cartoonistas de todo o mundo. […] Defensor do gag visual que não exige palavras e traduções, os seus cartoons atraem um público global.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Desenhos à Flor da Pele I Cau Gomez

 

Desenhos à Flor da Pele

Cau Gomez


Introdução de Alberto Mesquita 
Apresentação de Luis Trimano
Coordenação editorial de António Antunes

ISBN 978-989-9006-29-4 | EAN 9789899006294

Edição: Outubro de 2020 
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 17 × 24 cm (encadernado)
Número de páginas: 128 (a cores) 

Com o apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira 

Edição bilingue: português-inglês



Luis Trimano: «Creio que o chargista não pode e nem deve expressar as opiniões de qualquer patrão que seja, por mais global que seja… esse é o recado do desenho de Cau.»



Tive contato com as charges de Cau Gomez pela primeira vez nas páginas do hoje extinto Jornal do Brasil, um veículo bem-comportado, que procurava sempre ou quase sempre amenizar a realidade brutal da «suciedade» carioca, publicando desenhos mais ou menos bem-comportados, pois a proposta do jornal sempre foi dar uma imagem «cordial» da «suciedade» carioca, favelada e desdentada… e, de repente, aconteceu Cau, com um desenho expressionista que, tal como fizemos nos maus bons tempos da censura ditatorial, se batia de frente com a «cordialidade» impositiva proposta pelo veículo nos seus desenhos de humor ácido.
As personalidades políticas e seus comparsas apareciam de forma simiesca, realçando o ridículo e a brutalidade dos retratados. A primeira coisa que me ocorreu foi que não duraria muito no jornal. Dito e feito, pouco tempo depois desapareceu e nunca mais foi publicado. A gente que viveu e trabalhou muito mal nos tempos da ditadura já sabia que o destino de quem enfrentasse as feras da mídia comercial, mais tarde ou mais cedo, cairia em desgraça. […] Cau não «vendeu» seu desenho e continuou apostando na sua liberdade para expressar as suas opiniões, queé a única coisa quefica de um chargista, e se firmou como um dos desenhistas mais talentosos e bem posicionados da imprensa brasileira – hoje meio desfalcada mas, no fim das contas, o espelho do que nos toca viver no momento.
 [Luis Trimano]

quarta-feira, 14 de março de 2018

Desenhos Desordenados I Oscar Grillo


Desenhos Desordenados
Oscar Grillo

Comissariado e coordenação editorial de António Antunes
Introdução de Alberto Mesquita

ISBN 978-989-8902-07-8 | EAN 9789898902078

Edição: Março de 2018
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16,5 x 22 cm [encadernado]
Número de páginas: 120

Edição bilingue: português-inglês


[em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira]




Oscar Grillo: «Eu não sou um artista plástico nem um humorista. Gosto de acreditar que as minhas linhas são bem desenhadas no sentido estético e que o meu sentido de humor tem como objetivo o sorriso e não a gargalhada.»

Livro publicado no âmbito da Cartoon Xira’2017, realizada de 3 de Março a 8 de Julho de 2018, na Fábrica das Palavras, em Vila Franca de Xira.

Supõe-se que os catálogos de exposições ou monografias devem ser escritos por um amigo distante do expositor, que o conhece muito mal e pouco e não percebe nada de arte; no meu caso, vou tentar fazer o que Walt Whitman fez no seu magnífico poema e vou cantar-me e celebrar-me a mim mesmo. Eu também não percebo nada de arte e desconheço-me o suficiente para poder escrever sobre a minha obra gráfica com autoridade absoluta. […]
No meu bairro, Villa Industriales, as ruas eram de terra batida e ficavam lamacentas quando chovia. Quando o sol raiava e o quintal da minha casa começava a secar, escolhia um pedacinho de arame enferrujado e desenhava no chão intermináveis histórias em quadradinhos, que acompanhava com sons e resmungos, que eram a banda sonora das minhas aventuras gráficas.
[Oscar Grillo]



Oscar Grillo nasceu em Lanús, Província de Buenos Aires, em 1943.
Depois de estudar na Escola Pan-Americana de Artes, começou a trabalhar em animação aos 16 anos. Ao mesmo tempo, a sua carreira aventurou-se na publicação de desenhos humorísticos para revistas satíricas, como a Tía Vicentana ilustração de livros e na pintura. Em 1969, viajou para a Europa, onde trabalhou como ilustrador em Espanha e Itália antes de se radicar em Londres, em 1971, onde retomou a sua carreira como animador.
Durante os anos seguintes, Oscar dirigiu e animou inúmeros anúncios publicitários, bem como curtas-metragens animadas, incluindo Seaside Woman, com música de Linda e Paul McCartney, que receberam a Palma de Ouro em Cannes em 1980.
Nesse mesmo ano, Oscar fundou a Klactoveesedstene Animations com Ted Rockley. O seu trabalho na área da ilustração e da pintura continua e, ao longo dos anos, realizou exposições na Argentina, em Espanha, Itália, França e Reino Unido, além de publicar os seus desenhos diariamente em vários blogues e no facebook.

terça-feira, 19 de abril de 2016

25 anos de desenhos I Cécile Bertrand



25 anos de desenhos
Cécile Bertrand

Textos de Alberto Mesquita, Mira Falardeau, Luc de Brabandere

Edição bilingue: português-francês

ISBN: 978-989-8834-09-6

Edição: Março de 2016

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16 × 22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 120 (a cores)

[ Com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ]


Livro publicado por ocasião da exposição «Cécile Bertrand – 25 anos de desenhos», da artista vencedora da 17.ª edição da «Cartoon Xira’2015» e apresentada entre 12 de Março e 8 de Maio de 2016 no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira.

«Cécile nunca desenhou para ofender, nem para rir de outrem. Fê-lo para, simplesmente, rir e fazer rir. Limpa o ambiente de tensão, ao passo que a ironia o torna tenso. Não é de estranhar: a ironia desenvolve-se face a um adversário com um desígnio bem determinado, ao passo que, como observou Vladimir Jankélévitch, o humor não tem um projeto fixo, nem sistema de referência… O humor é humilde, a ironia é humilhante. Enquanto a ironia tem muita ambição, um cartoon de Cécile é despretensioso. É difícil descodificar o humor sem o perder. «Analisar o humor é como dissecar uma rã», dizia E.B. White, «não interessa muito a ninguém e a rã morre». «O humor», acrescenta ainda Jankélévitch, «não tem qualquer realeza a estabelecer, qualquer trono a recuperar, qualquer título de propriedade a reclamar, não esconde qualquer punhal escondido nas dobras da sua túnica». Sempre foi esta a posição de Cécile Bertrand. Tal como outros proferem as palavras certas, ela tem o objetivo certo. Por tudo isso, Obrigado Cécile.» [Luc de Brabandere]

Cécile Bertrand é uma das raras mulheres, senão a única, que alguma vez ocupou o lugar de caricaturista editorial num diário francófono.
Nascida em Liège, Bélgica, inicia-se na ilustração para crianças depois dos estudos em arte que fez na escola Saint-Luc. É também pintora e escultora. Desde 1981 que faz as ilustrações de numerosos livros para a juventude. Em 1989 começou uma carreira de caricaturista e adquiriu rapidamente notoriedade graças ao seu estilo característico, redondo, cheio e, ao mesmo tempo, marcado pela sensibilidade.
O seu traço simples e divertido veicula um discurso poderoso e eficaz, usando com abundância metáforas visuais, com textos curtos e incisivos.

terça-feira, 31 de março de 2015

Reflexos I Pawel Kuczynski


Reflexos
Pawel Kuczynski

Textos de Alberto Mesquita, Karolina Prymlewicz

ISBN: 978-989-99307-8-0

Edição: Março de 2015

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16,5 x 22 cm
Número de páginas: 128 (a cores)

[ Em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ]


Na 16.ª edição da Cartoon Xira, continuando o esforço de proporcionar a possibilidade de conhecer e apreciar o que de melhor se faz ao nível internacional no mundo dos cartoons, escolhemos como convidado o polaco Pawel Kuczynski [Szczecin, Polónia, 1976].

Ilustrador formado pela Academia de Belas-Artes, em Poznan, iniciou em 2004 o seu trabalho em ilustrações satíricas, tendo já no seu currículo mais de 130 prémios e distinções ao nível mundial, conseguidas com desenhos em aguarela e lápis de cor sobre papel.

A sua exposição, a que deu o nome de Reflexos, inclui trabalhos que retratam temas como a guerra, a fome, a pobreza, o racismo, a ecologia.

O autor autodenomina-se «ilustrador realista do nosso tempo… do nosso tempo surreal», e sem dúvida que a vertente satírica e inquietante é facilmente detetada, fazendo bem jus à função do cartoon.

Os seus desenhos trazem mensagens, reflexões, e críticas a que é impossível ficar indiferente. Não fosse a beleza das suas imagens, só isso já seria motivo suficiente para olhar atentamente os seus trabalhos. [Alberto Mesquita, Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira]

quarta-feira, 9 de abril de 2014

«Eureka», de Puig Rosado



Eureka 
Puig Rosado 

Textos de Alberto Mesquita, Ronald Searle, Carlos Brito 

ISBN: 978-989-8566-47-8 

Edição: Março de 2014 

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 
Formato: 16,5x22 cm (capa dura, com sobrecapa) 
Número de páginas: 128 (a cores) 

[ Em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ]


À primeira vista [os desenhos de Puig Rosado] parecem brotar de imagens do folclore. A leveza, o encantamento e a simplicidade das pessoas que habitam as suas paisagens fantásticas, o brilho das cores orientais, as sombras, tão ricas quanto a sumptuosidade de uma praça de toiros espanhola, aparentam fazer parte de uma desarmante e jubilosa tradição. 
Atraem-nos e aproximamo-nos. Demasiado tarde, apercebemo-nos de que caímos na suculenta armadilha de uma orquídea carnívora. As coisas não são o que parecem. Com um prazer arrepiante, apercebemo-nos de que somos vítimas indefesas da terceira dimensão de Fernando Puig Rosado, do seu sentido de humor cortante. Uma fachada naïf esconde habilidosamente uma deliciosa mas certeira ferroadela. [Ronald Searle, Paris, Junho de 1973] 

Puig Rosado nasceu a 1 de Abril de 1931 em Don Benito, Espanha. Após os seus estudos de medicina em Espanha, mudou o rumo da sua vida dedicando-se ao desenho humorístico e iniciando assim a carreira de cartoonista. Em 1960 estabeleceu-se em França, onde trabalhou na imprensa juvenil (Astrapi, J’aime lire, Okapi, Phosphore, etc.). Publicou também os seus desenhos na Suíça, Inglaterra e Espanha. Trabalhou em publicidade, edição escolar e desenho de animação. Com os cartoonistas Desclozeaux e Bonnot fundou, em 1967, em Avignon, a Sociedade Protectora do Humor. Recebeu o Grand Prix de l’Humour Noir Grandville em 1976 e o Grand Prix de l’Humour Tendre no Salon International du Dessin de Presse et d’Humour de Saint-Just-le-Martel em 2000, ex-æquo com Véronique Deiss.