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quarta-feira, 14 de março de 2018

Desenhos Desordenados I Oscar Grillo


Desenhos Desordenados
Oscar Grillo

Comissariado e coordenação editorial de António Antunes
Introdução de Alberto Mesquita

ISBN 978-989-8902-07-8 | EAN 9789898902078

Edição: Março de 2018
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16,5 x 22 cm [encadernado]
Número de páginas: 120

Edição bilingue: português-inglês


[em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira]




Oscar Grillo: «Eu não sou um artista plástico nem um humorista. Gosto de acreditar que as minhas linhas são bem desenhadas no sentido estético e que o meu sentido de humor tem como objetivo o sorriso e não a gargalhada.»

Livro publicado no âmbito da Cartoon Xira’2017, realizada de 3 de Março a 8 de Julho de 2018, na Fábrica das Palavras, em Vila Franca de Xira.

Supõe-se que os catálogos de exposições ou monografias devem ser escritos por um amigo distante do expositor, que o conhece muito mal e pouco e não percebe nada de arte; no meu caso, vou tentar fazer o que Walt Whitman fez no seu magnífico poema e vou cantar-me e celebrar-me a mim mesmo. Eu também não percebo nada de arte e desconheço-me o suficiente para poder escrever sobre a minha obra gráfica com autoridade absoluta. […]
No meu bairro, Villa Industriales, as ruas eram de terra batida e ficavam lamacentas quando chovia. Quando o sol raiava e o quintal da minha casa começava a secar, escolhia um pedacinho de arame enferrujado e desenhava no chão intermináveis histórias em quadradinhos, que acompanhava com sons e resmungos, que eram a banda sonora das minhas aventuras gráficas.
[Oscar Grillo]



Oscar Grillo nasceu em Lanús, Província de Buenos Aires, em 1943.
Depois de estudar na Escola Pan-Americana de Artes, começou a trabalhar em animação aos 16 anos. Ao mesmo tempo, a sua carreira aventurou-se na publicação de desenhos humorísticos para revistas satíricas, como a Tía Vicentana ilustração de livros e na pintura. Em 1969, viajou para a Europa, onde trabalhou como ilustrador em Espanha e Itália antes de se radicar em Londres, em 1971, onde retomou a sua carreira como animador.
Durante os anos seguintes, Oscar dirigiu e animou inúmeros anúncios publicitários, bem como curtas-metragens animadas, incluindo Seaside Woman, com música de Linda e Paul McCartney, que receberam a Palma de Ouro em Cannes em 1980.
Nesse mesmo ano, Oscar fundou a Klactoveesedstene Animations com Ted Rockley. O seu trabalho na área da ilustração e da pintura continua e, ao longo dos anos, realizou exposições na Argentina, em Espanha, Itália, França e Reino Unido, além de publicar os seus desenhos diariamente em vários blogues e no facebook.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Quino – 60 Anos de Humor


Quino – 60 Anos de Humor

Texto de José Pablo Feinmann
Coordenação editorial de António Antunes

ISBN: 978-989-8834-68-3

Edição: Abril de 2017

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16,5x22 cm [encadernado]
Número de páginas: 120

Edição bilingue: português-inglês

[em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira]


Livro publicado por ocasião da exposição Quino 60 anos de humor, do artista vencedor da 18.ª edição da Cartoon Xira e apresentada entre 22 de Abril e 28 de Maio de 2017 no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira.

O humor de Quino é antiutópico. Este mundo não lhe permite alentar qualquer esperança. Ele não pode oferecer vidros coloridos. Que o façam os outros. Ele expõe a impossibilidade do homem no mundo mercantilizado, mecanizado, caótico, doente, egoísta, competitivo e frio do capitalismo. As suas notas também atingem a massificação e o autoritarismo dos regimes coletivistas. […]
Se o mundo é assim como Quino diz que é, é preciso fazer algo. E aqui reside a glória de um grande artista: mostrar-nos o horror do dia a dia, o intolerável do que é aceite, o pesadelo que habita o sonho, a impossibilidade – neste mundo já decidido – de tudo o que podemos amar. Quino não desenha utopias. Não acredita – suponho – que o futuro trará certamente algo de melhor. No entanto, o impiedoso presente que desenha só nos pode levar a querer mudá-lo. Toda a mudança implica imaginar um futuro diferente. Quino impele-nos a isso: ao futuro, à coragem, às nossas mais verdadeiras potencialidades. Assim, e não paradoxalmente, a sua negrura, o seu impiedoso ceticismo transforma-se em prática. [José Pablo Feinmann]

Quino [Mendoza, Argentina, 1932] matricula-se na Escola de Belas-Artes com 13 anos e pouco tempo depois abandona-a para se tornar autor de banda desenhada. Aos 18 anos muda-se para a cidade de Buenos Aires. A sua famosa tira Mafalda nasce em 1964 e, a partir de 1965, passa a ser publicada no jornal El Mundo e, depois, na revista Siete Días Ilustrados.
Com enorme sucesso, tanto ao nível nacional como internacional, Mafalda continuaria a ser publicada até Junho de 1973, quando Quino decide deixar de a desenhar. Quino continua, no entanto, a sua actividade como autor de banda desenhada. Por sua vez, Mafalda continuou a ser reimpressa em mais de trinta países, chegando a converter-se na tira latino-americana mais vendida no mundo. 2014 foi um ano especial, uma vez que Quino comemorou 60 anos no humor gráfico e Mafalda celebrou o seu 50.º aniversário. Nesse mesmo ano foi galardoado em Espanha com o Prémio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades e abriu a 40.ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires.