sexta-feira, 30 de outubro de 2020
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
A Vida de Rembrandt (história a ir para onde lhe dá) I Kees van Dongen
A Vida de Rembrandt (história a ir para onde lhe dá)
Kees van Dongen
Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes
ISBN 978-989-8833-51-8 | EAN 9789898833518
Edição: Outubro de 2020
Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 128
Plana muito alto;
domina a multidão,
vê as estrelas e quer ir ter com elas.
Van Dongen foi,ele próprio, um pintor; vemo-lo hojeem museus detodo o mundo, mas bastante mais no Hermitage
de São Petersburgo e no Púskine de Moscovo, e com uma permanente e generosa presença no Novo Museu de Belas
Artes do Mónaco. Associamo-lo sobretudo a retratos de mulheres com olhos que um traço carbonoso sublinha na sua
sensualidade insolente, e que imaginamos saídas de uma noite mal dormida em lençóis amarrotados.
[…]
Em 1927, exteriormente a esta profusão de retratos publicou uma Vida de Rembrandt; um texto quase sempre sedutor
e formalmente desarrumado (como nos é pedido enfaticamente para notarmos), confronto entre dois holandeses que
pintaram até um limite de forças e em muitos dos seus passos
— os que falam de mulheres, dinheiro, da encomenda de
retratos, da inveja maledicente dos colegas do ofício — não
ilude o impulso de Van Dongen se rever no biografado. Não
é uma biografia, se lhe pedirmos quese ajuste às exigências da
mais ortodoxa acepção desta palavra; Van Dongen entrega-se
aqui à construção de uma imagem predominante sobre todas
as outras que encontramos nas complexidades de um pintore
de um homem. Como Suetónio quando retratou os seus doze
Césares, como os autores dos Evangelhos, detidos em episódios demonstrativos de um deus-profeta e muito menos no
que foi o Cristo histórico, este é um «Rembrandt de Van
Dongen» — retrato de um homem que pintou até à exaustão
e com uma liberdade que apenas soube colar-lhe um rótulo
— um pejorativo rótulo de extravagância — e nunca no seu
tempo compreendido como anunciador do que viriam a ser
consideradas importantes conquistas formais da pintura.
[Aníbal Fernandes]
Contos Bravios | Emilia Pardo Bazán
Contos Bravios
Emilia Pardo Bazán
Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes
ISBN 978-989-8833-52-5 | EAN 9789898833525
Edição: Outubro de 2020
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 160
Uma insolente presença feminina
nas letras espanholas do século XIX.
Uma herdeira das lições do contista
Guy de Maupassant.
A condessa de Pardo Bazán foi uma incansável contista, lembrada muitas vezes como o Guy de Maupassant espanhol
— de quem colheu, por certo, uma proveitosa lição oficinal. Não pelo estilo, que é exemplo forte de uma vocação castiça, mas pela «velocidade» e pela arte de saber transformar singelas anedotas da vida realem factos literários. O número dos
seus contos ainda hoje não é dado como certo, e a sua biógrafa Eva Acosta chega a supor que, reunidos os ainda dispersos
por jornais sul-americanos, poderão chegar a seiscentos.
[…]
Hoje deixou de ser controversa. É considerada uma importante e singular figura das letras espanholas, a dominar a sua corrente realista e no fim da vida a temperá-la com diferenças
sopradas pelo modernismo. E se a Corunha lhe fez um monumento vistoso no jardim de Méndez Núñez, em Madrid podemos vê-la ali no centro, na Rua Princesa (aquele prolongamento
mais estreito da Gran Vía, a partir da Praça de Espanha), sentada muito branca numa cadeira erguida até ao alto de um pedestal, como a imaginou Rafael Vela del Castillo para a deixar
solidamente celebrada no pequeno jardim chamado… claro
está… Das Feministas.
Emilia Pardo Bazán, la fea, la gorda, que publicou dois livros
— La Cocina Española Antigua e La Cocina Española Moderna
— sobre aquilo que a tradição gastronómica do seu país mais valorizava — gostava de comer. Fez-se uma obesa de bom garfo,
diabética, e o excesso de glicose no sangue causou-lhe úlceras
oculares que complicavam com difíceis contratempos os seus
momentos de escrita e de leitura. No dia 12 de Maio de 1921
morreu. Nessa manhã tinha começado a escrever mais uma novela: La Esfinge.
[Aníbal Fernandes]
Linha Funda / Deep Line | Nuno Sousa Vieira
Linha Funda / Deep Line
Nuno Sousa Vieira
Textos de Sérgio Fazenda Rodrigues e Nuno Sousa Vieira
Traduções de José Gabriel Flores
Design de Vera Velez
Traduções de José Gabriel Flores
Design de Vera Velez
ISBN 978-989-9006-48-5 | EAN 9789899006485
Edição: Outubro de 2020
Preço: 20,75 euros | PVP: 22 euros
Formato: 20,5 × 26,3 cm (encadernado, com tecido)
Número de páginas: 144 (a cores)
Com o apoio da Fundação Carmona e Costa
Edição bilingue: português-inglês
Nuno Sousa Vieira:
«Não me lembro da primeira vez que
olhei para o céu e muito provavelmente não me irei
lembrar da última. Estarei, nesta altura, algures no
intervalo entre ambas, procurando encontrar uma nova
postura para inscrever uma outra tomada de vista.»
Nuno Sousa Vieira desenvolve o seu trabalho em torno da presença e da percepção do objecto artístico, ancorando-se nas práticas do desenho, da escultura e da instalação. Numa lógica que inclui registo gráfico, objecto e espaço, o artista questiona a natureza e a leitura da obra para reflectir sobre os lugares da sua produção e legitimação. Debatendo a
importância do estúdio, a noção de site-specific e a expressão do local de exposição, Sousa Vieira indaga modelos e formatos de trabalho, focando-se nos modos de funcionamento do sistema que os enquadra.
A importância do que motiva a produção e a relevância do contexto ou dos locais onde esta ocorre, se apreende e valida,
informam uma reflexão sobre o modo como a obra surge, se activa e manifesta.
Esta reflexão aparece frequentemente associada a uma dimensão performativa
que é dada pela acção do artista, quando este manipula e altera os objectos e a
exposição, mas também pela posição do espectador que a isso reage.
[Sérgio Fazenda Rodrigues]
Tenho vindo a aperceber-me de que para o meu trabalho «ver» é sempre
extremamente importante. Interessa-me ir percebendo e entendendo as implicações do ver, ou melhor, ir tomando consciência das deformações inerentes ao acto de ver. Ver é uma acção que, por princípio, «desfigura». E se,
por um lado, a nossa visão em perspectiva é prova cabal dessa circunstância,
por outro esse acontecimento é corroborado pela física quântica, que comprova que as partículas de um objecto são estimuladas pelas ondas que os
movimentos oculares produzem.
[Nuno Sousa Vieira]
Nuno Sousa Vieira (Leiria, 1971), doutorado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, é docente no Instituto Politécnico de Tomar desde 2004 e professor convidado na área da Instalação da
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa desde 2010.
Vaivém | Bruno Pacheco
Vaivém
Bruno Pacheco
Texto de Bruno Marchand
Design de Maria João Macedo
Traduções de José Gabriel Flores
ISBN 978-989-9006-17-1 | EAN 9789899006171
Edição: Outubro de 2020
Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros
Formato: 16,5 × 24 cm (encadernado, com tecido)
Número de páginas: 124 (a cores)
Com a EGEAC e a Fundação Carmona e Costa
Edição bilingue: português-inglês
Apresentar pinturas dispostas e sequenciadas nas páginas de livros significa
aproximar deliberadamente a experiência pictórica da experiência da leitura.
Contas feitas ao conjunto de obras presentes em Vaivém, o número de combinatórias que esta profusão de relações e de
vizinhanças viabilizava situava-se na ordem dos largos milhares. Tal dado não é de somenos importância: de entre todas as
suas exposições, esta é aquela em que Bruno Pacheco mais explora o potencial narrativo que a maioria das apresentações públicas (suas ou de outros artistas, em pintura ou noutros media) contém. A presença do livro e a sua íntima relação com a
experiência da narrativa, a possibilidade de folhear os volumes e alterar a face visível da exposição, a multiplicidade de obras
em presença no mesmo plano e abarcáveis pelo mesmo golpe de olhar, os títulos de cada volume e até a recorrência de algumas imagens (que apareciam em versões distintas em mais do que um livro) eram todos eles elementos que concorriam
para o estabelecimento de um contexto posto ao serviço, não propriamente da desorganização da experiência expositiva,
mas da sua autonomização. E embora Bruno Pacheco não tenha abdicado de exercer a sua influência através das escolhas
que plasmou na organização
interna de cada livro, é indiscutível que tudo o que daí em
diante projectou teve como
objectivo criar condições para
reduzir ao mínimo a incidência de qualquer operação de
ordem curatorial ou institucional, deixando nas mãos do
espectador todos os instrumentos necessários à condução, livre e irrestrita, da sua
experiência. Uma outra forma de leitura; o vislumbre de
uma partilha radical que faz
do espectador um cúmplice,
muito mais do que um corpo
testemunhal.
[Bruno Marchand]
The Return | Bruno Pacheco
The Return
Bruno Pacheco
Design de Maria João Macedo
ISBN 978-989-9006-18-8 | EAN 9789899006188
Edição: Outubro de 2020
Preço: 18,87 euros | PVP: 20 euros
Formato: 24 × 31,5 cm (encadernado, com tecido)
Número de páginas: 16 (a cores)
Com a EGEAC e a Fundação Carmona e Costa
Apresentar pinturas dispostas e sequenciadas nas
páginas de livros significa aproximar
deliberadamente a experiência pictórica da
experiência da leitura.
Esta publicação surgiu na sequência da exposição Vaivém, que Bruno Pacheco apresentou na Galeria Quadrum, em
Lisboa, entre 11 de Outubro de 2018 e 13 de Janeiro de 2019, e reproduz, na íntegra e à escala, um dos trinta e cinco
livros aí expostos.
A par deste fac-símile foi produzido um catálogo contendo ilustrações de obras, vistas de instalação e um texto de
Bruno Marchand, comissário da exposição. Ambas as publicações têm a chancela Documenta, foram desenhadas no
Studio Maria João Macedo, e delas foram impressos 300
exemplares na Maiadouro.
terça-feira, 6 de outubro de 2020
Cadernos | Cuadernos 1964-2020 I Jorge Martins
Cadernos | Cuadernos 1964-2020
Jorge Martins
Edição de Óscar Alonso Molina
Textos de Óscar Alonso Molina, Joana Baião,
Miguel Fernández-Cid, José Gil, Jorge Martins
ISBN 978-989-9006-36-2 | EAN 9789899006362
Edição: Julho de 2020
Preço: 35,85 euros | PVP: 38 euros
Formato: 17 × 24 cm (brochado)
Número de páginas: 704 (a cores)
Com o MARCO – Museo de Arte Contemporánea de Vigo
Apoio da Fundação Carmona e Costa
Edição bilingue: português-espanhol
José Gil: «Não formam um diário pessoal ou artístico,
nem um livro de confissões ou um conjunto de ensaios
sobre a pintura e a arte. Não sendo nada disso, de tudo
isso estes Cadernos têm um pouco.»
Tenho de dizer que acho verdadeiramente irónico, e até cómico, ver publicados estes textos que fui escrevendo ao
longo dos anos, no meio dos desenhos, esboços e rabiscos, despreocupadamente e quase sem dar por isso.
É claro que alguém acabaria por lê-los, mais cedo ou mais tarde, se os cadernos entretanto não tivessem desaparecido
também.
Assim, aqui ficam tal e qual foram escritos, ao acaso, sem ordem nem nexo, como convém. Apenas eliminei uma
dúzia de «desabafos» demasiado pessoais, íntimos, e alguns outros quiçá injustos ou impróprios para consumo.
[Jorge Martins]
Jorge Martins mantém nestes escritos uma assombrosa continuidade com o que o seu próprio desenho expressa. As
mesmas preocupações, uma lógica semelhante de abordá-las, e um resultado igualmente limpo, despojado e elegante.
[Óscar Alonso Molina]
Os escritos reunidos neste livro não nasceram como
textos soltos, individuais, pensados para publicar sob
pretexto de um evento ou por uma necessidade estética
concreta: nasceram acompanhando esboços, apontamentos e essas revelações que fazem dos cadernos dos
artistas um desses tesouros em que apetece entrar, passear à maneira de Robert Walser e entreter-nos.
[Miguel Fernández-Cid]
Assim que vi as dezenas de cadernos e blocos que
Jorge Martins reuniu no seu atelier, e os comecei a folhear, tive noção do maravilhoso mundo em que iria
mergulhar.
[Joana Baião]
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