quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Vaivém | Bruno Pacheco

 


Vaivém 

Bruno Pacheco


Texto de Bruno Marchand 
Design de Maria João Macedo 
Traduções de José Gabriel Flores 

ISBN 978-989-9006-17-1 | EAN 9789899006171 

Edição: Outubro de 2020 
Preço: 22,64 euros | PVP: 24 euros 
Formato: 16,5 × 24 cm (encadernado, com tecido) 
Número de páginas: 124 (a cores) 

Com a EGEAC e a Fundação Carmona e Costa 

Edição bilingue: português-inglês



Apresentar pinturas dispostas e sequenciadas nas páginas de livros significa aproximar deliberadamente a experiência pictórica da experiência da leitura.



Contas feitas ao conjunto de obras presentes em Vaivém, o número de combinatórias que esta profusão de relações e de vizinhanças viabilizava situava-se na ordem dos largos milhares. Tal dado não é de somenos importância: de entre todas as suas exposições, esta é aquela em que Bruno Pacheco mais explora o potencial narrativo que a maioria das apresentações públicas (suas ou de outros artistas, em pintura ou noutros media) contém. A presença do livro e a sua íntima relação com a experiência da narrativa, a possibilidade de folhear os volumes e alterar a face visível da exposição, a multiplicidade de obras em presença no mesmo plano e abarcáveis pelo mesmo golpe de olhar, os títulos de cada volume e até a recorrência de algumas imagens (que apareciam em versões distintas em mais do que um livro) eram todos eles elementos que concorriam para o estabelecimento de um contexto posto ao serviço, não propriamente da desorganização da experiência expositiva, mas da sua autonomização. E embora Bruno Pacheco não tenha abdicado de exercer a sua influência através das escolhas que plasmou na organização interna de cada livro, é indiscutível que tudo o que daí em diante projectou teve como objectivo criar condições para reduzir ao mínimo a incidência de qualquer operação de ordem curatorial ou institucional, deixando nas mãos do espectador todos os instrumentos necessários à condução, livre e irrestrita, da sua experiência. Uma outra forma de leitura; o vislumbre de uma partilha radical que faz do espectador um cúmplice, muito mais do que um corpo testemunhal. 
[Bruno Marchand] 

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