quarta-feira, 15 de outubro de 2014

«Um Homem tem Duas Sombras – Paisagens, (auto)retratos, objectos e animais» | Carlos Relvas

Um Homem tem Duas Sombras – Paisagens, (auto)retratos, objectos e animais 
Carlos Relvas

Textos de Luís Pavão e Nuno Faria 

 [edição bilingue] 

ISBN: 978-989-8474-24-7 

Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros 

Formato: 16x22 cm (brochado) 
Número de páginas: 264 (com reproduções a PB e a cores) 

[ Co-edição: A Oficina, CIPRL ]


Catálogo publicado por ocasião da exposição «Um homem tem duas sombras» [26 de Abril de 2014 – 8 de Junho 2014, na Plataforma das Artes e da Criatividade / CIAJG, Guimarães], produzida pelo Centro Internacional das Artes José de Guimarães em parceria com a Casa-Estúdio Carlos Relvas.

A exposição aborda o trabalho em fotografia de Carlos Relvas [1838-1894], procurando mostrar a singularidade de uma obra que, na segunda metade do século XIX, surgiu como um clarão no contexto da eclosão da fotografia em Portugal e na Europa. Mostra e publicação procuram dar a ver o universo autoral de Carlos Relvas à luz da contemporaneidade onde, apesar da paralaxe temporal, pertence por vocação. Constitui-se seguramente como um dos mais fascinantes e obscuros casos de estudo do panorama artístico em Portugal e pertence por direito ao campo das excepções. Nascido na Golegã em 1838, o autor aí desenvolve a sua actividade criativa entre 1862 e a sua morte, em 1894. Durante esse período concebeu e acompanhou a construção de dois estúdios – o segundo pontifica, ainda, como um dos mais notáveis exemplos arquitectónicos de estúdio fotográfico – e desenvolveu uma prática singular no campo da fotografia, pautada pelo desenvolvimento de inúmeros procedimentos técnicos e por uma sistemática e obsessiva busca em torno das possibilidades da imagem. A obra de Carlos Relvas incorpora uma dupla descoberta: da própria fotografia e do mundo – duas realidades simultaneamente íntimas e estranhas uma à outra.
Assim, podemos dizer que Carlos Relvas explora, como dois vasos comunicantes, a imagem da realidade e a realidade da imagem: utiliza a câmara para captar vistas do entorno, essa realidade sempre transitória e impermanente, aprende e desenvolve processos técnicos que lhe permitem fixar e revelar essas imagens. Mas, mais importante ainda, define e constrói a sua perspectiva sobre aquilo que o rodeia, constituindo-se, a partir daí, como indivíduo no mundo – a fotografia é uma forma de filosofia, de procura de conhecimento. [Nuno Faria]

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