sábado, 31 de março de 2018

Da Fábrica que Desvanece à Baía do Tejo


Da Fábrica que Desvanece à Baía do Tejo
António Bolota, Dalila Gonçalves, Martinha Maia, Projecto Teatral, Ricardo Jacinto, Valter Ventura


Textos de Celso Martins, Cláudia Ramos, Luísa Santos, Maria do Mar Fazenda, Sara Antónia Matos, Administração Baía do Tejo SA


ISBN 978-989-8902-06-1 | EAN 9789898902061

Edição: Março de 2018
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 16,5 x 24 cm (brochado, 2 sobrecapas, 1 CD)
Número de páginas: 116 (a cores)

Edição bilingue: português-inglês


O projecto permitiu a expressão de diversas disciplinas e práticas artísticas, patente ao público numa exposição que abriu à comunidade espaços que habitualmente se encontram inacessíveis, potenciando a transformação do território numa plataforma de processos artísticos.


Da fábrica que desvanece à baía do tejo é um rizoma, um projeto que abarca diferentes camadas e que se desenhou sobre a forma de uma residência artística, uma exposição e um projeto editorial. A nomeação desta estrutura rizomática alude a Francisco de Holanda, que publicou em 1571 Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa, um tratado de urbanismo que pensa a malha urbana e tece propostas de ordenamento do território. Aqui, interessa-nos esse mesmo movimento, o de delimitar um campo de ação e de confluência traçando sobre o mesmo novas proposições, privilegiando os processos de criação e de investigação para a produção de novos discursos e de pensamento.
Ao mesmo tempo, da fábrica que desvanece à baía do tejo foi também o mote lançado aos artistas convidados a intervir no território da antiga CUF, companhia União Fabril, atual Baía do Tejo. António Bolota, Dalila Gonçalves, Martinha Maia, Projecto Teatral, Ricardo Jacinto e Valter Ventura estiveram em residência artística ao longo de três meses, produzindo obra e criando um discurso pautado por diferentes modos de estar, pensar e agir. Esta residência contou com um atelier comunitário no bairro dos operários e com um campo de investigação que se articulou entre o Museu Industrial da Baía do Tejo, o Centro de Documentação e o território. O resultado foi revelado numa exposição, compreendida entre 13 de setembro e 11 de outubro de 2014. […]
A presente publicação é o último capítulo deste projeto, e não só assume a importante missão de documentar aquilo que fora a instalação compósita na Baía do Tejo, como potencia o encontro entre artistas e autores resultando em mais um espaço de discurso, e configurando-se, também, como um espaço de criação, apresentando cinco novos trabalhos, em diálogo com o lugar, com os quais iniciamos o caminho neste fólio. 
[Cláudia Ramos]

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