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quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Sol

Sol 
D.H. Lawrence 

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes 

ISBN 978-989-8833-53-2 | EAN 9789898833532 

Edição: Agosto de 2021 
Preço: 13,21 euros | PVP: 14 euros 
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado, com badanas) 
Número de páginas: 160

Numa carta a Middleton Murry, Lawrence diz: Esta religião animista é a única que está viva; a nossa não passa de um cadáver. 



O contacto de Lawrence com um sol que lhe foi preconizado como «terapêutico» passou para a sua obra sob três formas distintas e todas alheias a este papel curativo. Lemo-lo em vários poemas publicados neste livro como celebração, sentido como força suprema, como poder cósmico que conduz o homem à sua superior vitalidade de corpo e de espírito, que o conduz à negação dos valores pervertidos de uma decadente humanidade; lemo-lo no texto «A Dança da Serpente nos Hopis», descrito com alguma ironia e distância, como valor máximo de uma religião animista que o venera a dançar, tomando-o como pretexto para um espectáculo duvidosamente isento de uma intencional atracção turística; é influenciado por ele sob esta mesma forma religiosa no romance The Plumed Serpent; mas também o encontraremos na sua história curta «A Mulher que Fugiu a Cavalo», aqui com a mulher branca entregue ao sol num sacrifício que se pretende redentor da servidão do índio à civilização do homem branco, mas oportunidade literária para a instalar num contexto dramático oposto ao das ficções de outros autores da sua época, largamente celebradas pelo público porque lhe ofereciam a exótica excitação romântica de um corpo masculino «selvagem», conquistador de uma mulher «civilizada» que hesitava entre o horror da violação e o amável consentimento dos seus carenciados sentidos. 
[…] 
No seu texto defende a dignidade do ritual sagrado dos Hopis, o contacto estabelecido entre o homem e o dragão cósmico. A tribo dos Hopis mantém com o sol uma relação dupla. Este astro que a ilumina e aquece, que é benfazejo e faz crescer o milho da sua alimentação, tem como contraponto outro sol escuro e irado no interior da terra, o que dá mostras da sua cólera expelindo lava através dos vulcões. Os Hopis elegem dois animais como mensageiros privilegiados destes dois sóis: a águia que vêem voar até mais alto do que qualquer outra ave e ficar próxima do sol celeste; a serpente que vêem enfiar-se na terra e aproximar-se do sol obscuro e irado que existe no interior do mundo. Entre os dois sóis é de temer e de aplacar o segundo, já que o sol celeste é tranquilo e sempre disposto a fazer crescer as plantas do seu alimento. 
[Aníbal Fernandes]

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Feira do Livro de Lisboa I 30 de Maio de 2019


Livro do Dia 40 / 24


«O que é que viu Amadeo na Légende? Viu a vertigem da caça, das aves de rapina, 
do cavalo e do cavaleiro, da floresta, dos lobos e dos castores, 
do animal em nós, a atracção pela viagem […]»
[Maria Filomena Molder]

Promoção 15 / 9 


«Se o ser humano fosse essencialmente uma Maçã, como era para Cézanne, caminharíamos em direcção a um novo mundo de homens: um mundo com muito pouco para dizer, com homens que conseguiriam, apenas com o seu lado físico e uma verdadeira ausência de moral, manter-se tranquilos. Era o que Cézanne queria deles: "Sejam uma maçã!"»
[D.H. Lawrence]




Pavilhão D16
Parque Eduardo VII, 29 de Maio a 16 de Junho de 2019

Durante o período da Feira do Livro,
faremos os mesmos descontos (livros Sistema Solar e Documenta) na
Livraria Sistema Solar I Passos Manuel
Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa,
segunda-sexta: 10h-13h; 14h-19h 

telefone 210 117 010; e-mail: livraria.pm(arroba)sistemasolar.pt

quarta-feira, 19 de julho de 2017

LER+ Plano Nacional de Leitura 2017


Livros Sistema Solar, Documenta e BI 
no LER+ Plano Nacional de Leitura 2017


clicar nas imagens das capas para aceder a mais informação em www.sistemasolar.pt

Ensino Secundário (sugestão de leitura)

Ensino Secundário (sugestão de leitura)

Ensino Secundário (sugestão de leitura)

Ensino Secundário (sugestão de leitura)

3º Ciclo (leitura autónoma)

 Formação de adultos (sugestão de leitura)

Formação de adultos (sugestão de leitura)

Formação de adultos (sugestão de leitura)


Ensino Secundário (sugestão de leitura)


9º Ano (leitura orientada na sala de aula)



segunda-feira, 12 de junho de 2017

«Escritor genial e pintor devoto: David Herbert Lawrence»


“Sinto-me superior à maior parte dos homens que tenho encontrado. Não pelo nascimento, porque nunca existiu ninguém atrás do meu avô. Não pelo dinheiro, porque o não tenho. Não pela educação, porque é escassa. E não pela beleza, é certo, nem pela força muscular. Então porquê? Por mim próprio. Quando me desafiam, sinto-me superior, naturalmente superior à maior parte dos homens. Mas apenas quando me desafiam”. Ficou conhecido na história da literatura mundial como D. H. Lawrence e levou a vida pessoal e artística a provocar e a conflituar: casou com uma alemã em plena I Guerra Mundial, foi expulso da Cornualha por suspeita de espionagem, nunca iludiu na sua literatura as liberdades sexuais e viu o seu romance O Amante de Lady Chatterley proibido, esteve rigorosamente proibido no Reino Unido até 1960. 
A Maçã de Cézanne… E eu, por David Herbert Lawrence, com apresentação de Aníbal Fernandes, Sistema Solar, 2016, é mais do que um livro biográfico do genial escritor inglês que viajou por meio mundo para tentar curar a sua tuberculose e que vivia fascinado pela arte: “Durante toda a sua vida tinha desenhado, copiando mestres da pintura, muito raramente chegado ao pincel da aguarela ou das tintas a óleo, teve de esperar muitos anos para ter a coragem de pintar. E depois pintar tornou-se numa orgia”. Sobre esta arte pictórica dela falou como um homem de literatura que sempre foi: “Uma pintura vive com a vida que lá pomos. Se não pusermos lá nenhuma vida – não concentramos lá nenhuma emoção, nenhum encanto ou nenhuma descoberta visual exaltante, a pintura está morta como acontece em tantas telas, sem ter importância o trabalho minucioso e competente que lá foi aplicado. É necessário que haja num artista, seja ele qual for, uma certa pureza de alma. A divisa que deveria estar escrita no frontão de todas as escolas de arte é esta: ‘Bem-aventurados os puros de espírito, porque será deles o reino dos céus’.” E confidenciou o seu processo artístico: “Aprendi a trabalhar sem ser a partir de objetos, a não ter modelos, a não ter uma técnica. Por vezes, tratando-se de uma aguarela trabalhei diretamente com o modelo. Só o utilizo o modelo quando a pintura já está concluída, quando posso olhar para o modelo e captar um qualquer pormenor que a visão me faz falhar, ou modificar qualquer coisa que sinto insatisfatória e não percebo porquê”.
As suas pinturas a óleo chamaram à atenção de amigos galeristas, que levaram as obras de Itália até Londres, onde se realizou a exposição na Galeria Warren. Mais um escândalo, até que a polícia encerrou a exposição, depois de ser vista por mais de 13 mil visitantes. D. H. Lawrence escreveu um belíssimo texto introdutório ao álbum que reproduzia as suas obras pictóricas, “Introdução a estas pinturas”, incluído neste livro. É um longíssimo ensaio que começa pela objurgatória dos medos ingleses na arte, os seus preconceitos em torno da sexualidade, uma supermorbidez que afinava pelas doenças sexuais, e é provocatório: “As famílias reais da Inglaterra e da Escócia eram sifilíticas. Eduardo e Isabel nasceram com as consequências hereditárias da doença. Por causa dela, Eduardo VI morreu ainda rapaz. Maria I morreu sem filhos e com uma enorme depressão. Isabel não tinha sobrancelhas, os seus dentes apodreceram, e é provável que se tenha sentido de algum modo uma pobre criatura totalmente inadequada ao casamento. Assim se extinguiram os Tudor, e foi possível que outro desafortunado sifilítico de nascença tenha chegado ao trono na pessoa de Jaime I”. 
É este o quadro explicativo que o artista encontra para descer ao abismo do terror aos instintos. Onde os artistas ingleses dão cartas é na paisagem, que para Lawrence não faz apelo às respostas mais poderosas da imaginação humana, a sensuais e apaixonadas respostas. E é nesta deambulação que Lawrence exalta a arte de Cézanne e a simbologia das suas maçãs: “As maçãs de Cézanne são uma verdadeira tentativa de deixar que a maça exista na sua entidade independente, sem lhe ser inoculada uma emoção pessoal. Digamos que o grande esforço de Cézanne foi empurrar a maçã para longe, e deixá-la viver a sua própria vida. E embora isto pareça simples de fazer, desde há milhares de anos é o primeiro sinal autêntico de o homem querer conceder à matéria uma existência real. Cézanne sentiu-o na pintura quando se compadeceu da maçã. De repente sentiu a tirania mental, a lívida e já gasta arrogância do espírito, a consciência mental, o ego preso ao céu azul celeste que ele próprio tinha pintado”. Lawrence sente esta glorificação da existência da matéria e volta à sua observação para a história da nossa época e é a da crucificação do corpo procriador em proveito da glorificação do espírito.
É um ensaio encomiástico sobre o revolucionário Cézanne, o génio que gerou a mobilidade das formas, das cores e da relação com o espaço.
Depois deste ensaio, Aníbal Fernandes colige elementos importantes sobre a pintura de Lawrence: “Lawrence sonhou-se em verso, pouco tempo antes deste sopro que foi a sua morte na Primavera de 1930”. E cita Aldous Huxley que se fascinou pela vitalidade da beleza pictórica de Lawrence, sinal da sua vitalidade, aquela pintura funcionou nos seus últimos anos de vida como uma chama que continuava miraculosamente a arder e que só se apagou com a sua morte.
Obra enriquecida com importantes quadros de Cézanne e com uma antologia pictórica de Lawrence apresentada na célebre exposição na Galeria Warren em Londres.

Beja Santos

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

«O Raposo» | D.H. Lawrence


O Raposo 
D.H. Lawrence 

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes 

ISBN: 978-989-8566-28-7 

Preço: 11,32 euros | PVP: 12 euros 

Formato: 14,5x20,5 cm (brochado, com badanas) 
Número de páginas: 128

«A minha grande religião é acreditar que o sangue, a carne, são mais sábios do que a inteligência.» Esta valorização do corpo e dos seus instintos, que ele transportava sem nenhuma trégua para a literatura, chegou a incomodar os guardiães da mentalidade vitoriana; a que persistia, depois de Victoria, em determinar comportamentos que preservassem a saúde moral dos Ingleses.

Em 1923, Lawrence publicou O Raposo, uma das suas histórias mais célebres e percorrida por uma energia que tem como foco um amor lésbico; mas talvez a sua obra literária mais pessimista sobre a viabilidade do amor entre mulheres, e do amor entre um homem e uma mulher. A que parece negar, a qualquer destas uniões, um direito à réplica do seu venerado exemplo: a «fusão» de David e Jónatas. [Aníbal Fernandes]


David Herbert Lawrence, romancista, contista, poeta, ensaísta e pintor, é uma das grandes figuras literárias do século XX. Nascido em Eastwood, Nottinghamshire, em 1885, D.H. Lawrence estudou na Universidade de Nottingham, publicando em 1911 o seu primeiro romance, The White Peacock. Em 1915, The Rainbow, o seu quarto romance, é proibido por alegada obscenidade. Também os seus quadros são retirados de uma galeria de arte. Em 1926, já com vários romances publicados, D.H. Lawrence começa a trabalhar no que viria a ser o seu romance mais conhecido, O Amante de Lady Chatterley. Também este será proibido no Reino Unido e nos Estados Unidos, por pornografia. A partir de Junho de 1928, data em que abandonou Florença, e até à sua morte em 1930, por tuberculose, Lawrence vagueia de cidade em cidade. Trabalhará até ao fim, completando Apocalypse, livro que viria a ser publicado em 1931.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

«A Mulher Que Fugiu a Cavalo», de D.H. Lawrence


A Mulher Que Fugiu a Cavalo
D.H. Lawrence

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes


ISBN: 978-989-8566-24-9
Edição: Março de 2013
Preço: 8,49 euros | PVP: 9 euros
Formato: 11,8x16,6 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 96


A história da mulher que fugiu a cavalo, publicada em livro no ano 1928, surgia na literatura como visão gélida da aventura da mulher branca entre homens de pele escura e expostos ao seu olhar num cúmulo de exuberância física. A mulher branca iria desta vez enfrentá-los com uma absoluta indiferença pelo seu atractivo sexual; e, pelo seu lado, sentir-se-ia apenas vista como objecto assexuado entre homens faustosamente dotados para as relações físicas.
A mulher que fugiu a cavalo vê-se entre índios que a elegem como sua mensageira solar. Fugida do tédio do casamento para uma aventura que começara envolta «num tolo romantismo, ainda mais irreal do que o existente nas raparigas», acedia à hiperlucidez conferida pelas drogas e, com ela, à complacência perante o seu destino de vítima oferecida a um supremo poder. Porque aqueles índios viviam uma má época da sua história, roubados pelo homem branco no que tinha sido um seu ancestral poder. Dizia-lhes uma crença que a grande força geradora seria obtida com o encontro astronómico do sol e da lua; e que em esplendorosos tempos esta impossível conjunção celeste era indirectamente obtida descendo o sol até ao homem índio, descendo a lua até à mulher índia, para no seu encontro físico e terrestre se multiplicar o Poder. A aparição do homem branco tinha feito o sol e a lua zangarem-se, tornando os encontros físicos do homem índio e da mulher índia estéreis quanto a essa força vital. Mas bastaria o índio mostrar-se capaz de dominar o homem branco, oferecendo a sua mulher ao Sol, para o astro supremo voltar a penetrar no homem índio, a lua voltar a entrar na mulher índia, e a sua conjugação restituir-lhes a força perdida. Para cenário desta oferenda D.H. Lawrence (Nottingham, 1885 – Vence, 1930) lembrou-se de uma gruta que visitou num dos seus passeios a cavalo nos arredores de Taos, a região dos índios adoradores do sol; que o tinha impressionado pela cascata à frente da entrada, e que formava durante o Inverno uma gigantesca estalactite de gelo suspensa como um dardo sobrenatural.

Da Apresentação de Aníbal Fernandes

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Livros de Bolso BI *

Joseph Conrad
HISTÓRIAS INQUIETAS

Tradução e notas de Carlos Leite

Colecção BI 082 | PVP: 7 euros

D.H. Lawrence
AMOR NO FENO E OUTROS CONTOS

Tradução de Maria Teresa Guerreiro

Colecção BI 081 | PVP: 7 euros
 Eça de Queirós
A CIDADE E AS SERRAS

Colecção BI 069 | PVP: 7 euros

 Nikolai Gógol
O BRUXO VÍI

Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra

Colecção BI 067 | PVP: 5 euros
 Eça de Queirós
FRADIQUE MENDES
(Memórias e Notas)


Colecção BI 065 | PVP: 5 euros

 Luigi Pirandello
PENA DE VIVER ASSIM
Tradução de Anna Caruso

Colecção BI 064 | PVP: 4 euros

 Almeida Garrett
VIAGENS NA MINHA TERRA

Colecção BI 063 | PVP: 8 euros
 Camilo Castelo Branco
MARIA MOISÉS

Colecção BI 048 | PVP: 5 euros
Walt Whitman
CANTO DE MIM MESMO

Tradução de José Agostinho Baptista

Colecção BI 045 | PVP: 5 euros

[ * Distribuimos apenas estes 9 títulos ]