quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Derborence I Charles Ferdinand Ramuz


Derborence
Charles Ferdinand Ramuz

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

ISBN: 978-989-8833-22-8

Edição: Novembro de 2017
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros
Formato: 14,5 x 20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 184


Esta memória de um longínquo e brutal acontecimento no
cenário da sua terra natal permanece como um dos mais
celebrados títulos da sua literatura.

Esta alta montanha suíça tinha sob a sua imponência o frágil assentamento de camadas do primário e do terciário com espaços ocos entre elas, um peso de rochas, neves e florestas que a incitavam à desagregação. Os camponeses das suas encostas ouviam inexplicáveis ruídos que atribuíam aos Diabretes, seres fantásticos que a sua superstição enfeitava com histórias mais e menos macabras, mais e menos assustadoras.
[…]
Escrevi (tentei escrever) uma língua falada; a língua falada por aqueles do meio onde nasci. Menorização ocultadora de um grande trabalho de estilo, que Stefan Zweig retocou numa homenagem que o teve como centro: «Os temas de Ramuz são a cadeira de Van Gogh, a árvore de Hobbema, a violeta de Dürer, a maçã de Cézanne: a banalidade do quotidiano transfigurada, eternizada pela intensidade do artista. E ainda o dom de fazer a simplicidade sublime e o sublime simples; esta mistura de contenção e generosidade, este equilíbrio entre a arte requintada e a força primitiva. Aqui estão, segundo me parece, os seus mais belos segredos de artista, os que lhe valem toda uma admiração de colegas e amor dos seus leitores.» Derborence: a cadeira, a árvore, a violeta, a maçã de Charles Ferdinand Ramuz.
[Aníbal Fernandes]




Charles Ferdinand Ramuz nasceu em Lausanne no dia 24 de Setembro de 1878. Licenciado em letras clássicas pela Universidade de Lausanne, foi professor e preceptor. Era um solitário e, como nos diz Aníbal Fernandes na «Apresentação» de Derborence, «arrastava-se, entediado, por estas ocupações, sentindo que só havia em si um escritor literário». Viveu entre Paris e a sua terra natal. Em 1914, com o início da Grande Guerra, regressou à Suíça, onde continuou a dedicar-se à escrita. A sua obra trata essencialmente da relação Homem-Natureza e da impotência humana relativamente às forças naturais. A sua escrita dividiu e extremou opiniões, acabando por ser reconhecida de forma mais generalizada e consensual. Entre os seus defensores, encontramos Cocteau, Rolland, Céline, Claudel. Morreu em Lausanne no dia 23 de Maio de 1947.

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