quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Janela, Espelho, Mapa… — A obra de arte e o mundo, reflexão sobre o projecto artístico individual I Rui Sanches


Janela, Espelho, Mapa… — A obra de arte e o mundo, reflexão sobre o projecto artístico individual
Rui Sanches

ISBN: 978-989-8834-86-7

Edição: Novembro de 2017
Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros
Formato: 16 x 22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 280




Neste estudo apresento uma análise do meu trabalho enquanto escultor, desde a formação inicial até ao presente, procurando caracterizar o modo como me posiciono no contexto plurifacetado da arte do meu tempo.


Ao decidir analisar o meu próprio trabalho estou a colocar-me simultaneamente na posição de autor e de espectador dessa obra. Na verdade esta dupla situação existe já, de forma essencial, como parte integrante da actividade artística: durante a criação de uma obra o autor alterna momentos de total imersão na sua actividade, em que perde qualquer distância em relação ao que está a fazer, com momentos de paragem em que consegue, até certo ponto, ver «de fora» o que fez e ter uma relação crítica com a sua produção. Num ensaio que irei citar várias vezes ao longo deste texto, o historiador inglês Fred Orton afirma: «O artista é, claramente, o primeiro observador do seu próprio trabalho. Enquanto o artista faz o seu trabalho tem de continuamente aferir a sua experiência e interpretação do que está a fazer, daquilo que está a tornar realidade, com a intenção que o motivou a fazer o que está a fazer». Esta deslocação de uma situação para outra, de autor para espectador e vice-versa, é, no entanto, perfeitamente natural pois, ser um espectador não é ser um certo tipo de pessoa: significa ocupar um determinado papel. Papéis diferentes podem ser interpretados por uma mesma pessoa, no caso de um artista essa multiplicidade de papéis é uma necessidade.
[Rui Sanches]





Rui Sanches (Lisboa, 1954) inicia formação plástica no Ar.Co, em Lisboa. Prossegue-a no Goldsmiths’ College, Londres, onde tirou um Bachelor of Arts em 1980, e na Yale University, New Haven, onde obteve um Master of Fine Arts, em 1982, sendo bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. De regresso a Portugal, deu aulas no Ar.Co, onde foi também responsável pelo Departamento de Escultura e membro da Direcção, e no IADE. Expõe colectivamente desde 1985 e individualmente desde 1984, tanto em Portugal como no estrangeiro. Nos anos 80 e 90 está ligado à direcção do CAM da FCG, desenvolvendo trabalho de curadoria de exposições. A partir de 1993 realiza também intervenções em espaços públicos. É representado em diversas colecções públicas e privadas no país e no estrangeiro, tendo sido premiado com o Prémio AICA em 2008.

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