quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Jean-Luc Perseguido


Jean-Luc Perseguido 
Charles Ferdinand Ramuz 


Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes 

ISBN 978-989-8833-56-3 | EAN 9789898833563 

Edição: Novembro de 2020 
Preço: 13,21 euros | PVP: 14 euros 
Formato: 14,5 × 20,5 cm (brochado, com badanas) 
Número de páginas: 144

Toda a força da arte está no que recordamos; é feita de memória e imaginação. 

Charles Ferdinand Ramuz, já romancista assumido, olhava com desagrado para o mais vulgar sentido da palavra «romance»: «— A palavra romance é mal empregue; e neste momento feia; por aí se arrasta em todo o lado […] e melhor seria encontrar-lhe outro nome […]. O romance deve ser um poema», escreveu no Journal de Genève em Setembro de 1905, na altura em que tinha publicado Aline, essa primeira ficção que surgia ao público mudada desde a poesia-verso até à poesia-prosa, conciliando-a assim com o que era exigido pela fórmula-romance. Não foi, no entanto, este ambíguo pé em dois mundos da forma escrita que soltou todas as vozes suíças de uma incomodada oposição; foram, sobretudo, um desprezo sintáctico que hostilizava os bons comportamentos da literatura; uma invenção de frases com ritmos que atropelavam regras do bem-escrever, mal aceites pelo orgulho literário de um país «menorizado» por um seu escritor tão avesso à correcção formal dos maiores escritores da língua francesa. Ramuz não se furtava a sacrifícios gramaticais para salvar verdades da linguagem oral dos «seus» aldeões, para dar à sua prosa o andar lento e pesado dos que voltam a casa fatigados pelos trabalhos do campo. 
[Aníbal Fernandes] 

Charles Ferdinand Ramuz nasceu em Lausanne no dia 24 de Setembro de 1878. Licenciado em letras clássicas pela Universidade de Lausanne, foi professore preceptor. Era um solitário e, como nos diz Aníbal Fernandes na «Apresentação» de Derborence (o primeiro título do autor publicado pela Sistema Solar), «arrastava-se, entediado, porestas ocupações, sentindo quesó havia em si um escritor literário».Viveu entre Parise a sua terra natal. Em 1914, com o início da Grande Guerra, regressou à Suíça, onde continuou a dedicar-se à escrita. A sua obra trata essencialmente da relação Homem-Natureza e da impotência humana relativamente às forças naturais. A sua escrita dividiu e extremou opiniões, acabando por ser reconhecida de forma mais generalizada e consensual. Entre os seus defensores, encontramos Cocteau, Rolland, Céline, Claudel. Morreu em Lausanne no dia 23 de Maio de 1974.

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